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Nunca entendi a relação entre fãs e seus ídolos. Sabe aquelas tietes que choram, se descabelam, colecionam pôsteres, fotos, postais e lutam até por guardanapos usados de atores, cantores e famosinhos em geral?
Sempre que via uma aglomeração na porta de um hotel, ou presenciava alguém se descabelando, aos prantos, em um show, tentava entender o que se passava na cabeça daquela pobre criatura.
Os ídolos, normalmente são de carne, osso e valem o mesmo tanto que a gente, a diferença é que talvez eles tenham algum talento, alguns nem isso têm, e ganham um pouco mais. São homens e mulheres comuns, que se não fossem famosos, talvez nunca fossem notados em uma fila da padaria, locadora ou recepção do dentista.
Mas já que os holofotes estão apontados para eles e todas as capas de revistas estampam suas brilhantes e vazias figuras, muita gente passa a “endeusar” esses famosos.
Vagando em um beco escuro da Internet achei um exemplo bem interessante. A emo/tosca/jovem/pop banda Strike caiu nas graças da garotada depois de estourar com um sucesso aqui e outro ali. Prêmios de revelação, trilha sonora de novela, abertura de shows e o resultado foi uma legião de fãs adolescentes ensandecidas.
O que assustou muita gente foi a atitude de Cadu, baterista do Strike em um programa do canal Multishow. Cadu do Strike urinou em um copo, completou-o com suco e tequila e serviu para uma fã beber. Isso mesmo, o baterista do Strike deu mijo pra uma menina beber. O vídeo abaixo mostra o momento em que uma fã bebe xixi da banda Strike.
Cadu dá mijo para fã beber
Não sei vocês, mas essa molecagem dá a impressão de que os piás não estão nem ai para as meninhas que acompanham sua carreira. Uma puta falta de respeito e de noção, afinal, não é comum sair dando xixi para os fãs beberem.
Recordo-me que alguém comentou o episódio no twitter (não lembro quem, se não daria os créditos sem problemas) que a chamada para a matéria deveria ser “Banda de merda oferece mijo para fã”. Acho que combinava. Combinava bastante.
Um dos maiores símbolos do corporativismo e da cultura chão de fábrica das firmas são os amigos secretos e festas de confraternização de fim de ano. Eventos clichês, programados para celebrar uma falsa união e uma pseudo-preocupação sobre a satisfação do funcionário.
Claro que para muitos, o amigo secreto e a festa de final de ano da empresa são o ponto máximo do ano. Mas para quem tem pelo menos um pingo de noção sabe que tais eventos são pura balela e todos só participam por pura obrigação.
O pronto máximo, que atinge 23 cocares na escala universal dos programas de índio que vai de 0 a 30, são os amigos secretos ou, em alguns lugares chamados de amigo oculto.
A ideia de sortear o nome de algum colega querido em um balaio e comprar um presente que é a cara dele, pode causar uma série de situações vexatórias, em que uma simples brincadeira engraçada culmina no ódio mortal, ou até mesmo garante um lugar na próxima lista de funcionários dispensados.
Pensando nisso, o humilde e ranzinza blog Salve a Rainha, resolveu dar algumas dicas para você, obrigado a participar dessa convenção social chamada “amigos secreto da festa de firma”. Anote essas dicas e use-as durante sua vida profissional:
Dicas de Presente de Amigo Secreto
1 – Não tente ser engraçado.
Tentar dar presentes engraçadinhos é uma das piores cagadas no amigo secreto da firma. Principalmente se você não conhecer plenamente a vítima, digo, a pessoa que você sorteou. O senso de ironia de 79,7% da população brasileira não funciona. Então, aquele presente que lembra vagamente que a pessoa sorteada é burra, gorda ou fede, voltará contra você. Principalmente se essa pessoa superior a você na firma. Em bom português, a pessoa não irá entender a piada e se ofender.
Então, nada de dar o livro “Como trabalhar para um Idiota” para seu chefe. Ou uma camisinha de morango para a secretária gostosa. Nesses casos é bom dar um presente comum mesmo.
2 – Não misture futebol com a festa.
Futebol é um assunto recorrente de rodinhas de repartição e cafezinhos de fim de tarde. É claro que todo mundo adora falar sobre futebol. Mas dar um presente embrulhado em um papel verde-branco para um atleticano não tem graça nenhuma. Nem um chaveiro com o escudo do time rival e muito menos alguma piadinha que referencie a desgraça do clube alheio. Além de ser clichê isso é superchato e pode transformar a festa numa guerra besta.
3 – Não fira a sexualidade alheia.
Outro tema universal de piadas é a opção sexual da pessoa. Na lista de coisas para tirar sarro de alguém estão: a aparência, o time de futebol e a opção sexual. Piadas de duplo sentido no dia a dia de trabalho são totalmente aceitáveis, já que deixam o ambiente divertido, desde que estejam dentro de um certo limite de respeito, é claro. Porém, dar um pinto de plástico de amigo secreto para o colega machão que você tem certeza que dá a ré no kibe ou uma revista G para o office boy metido a pegador não é legal. Certamente, fará com que você pareça um idiota e não o felizardo que ganhou uma trolha para levar pra casa.
4 – Antes de dar bebida de presente, tenha certeza que a pessoa não é alcoólatra.
Isso já aconteceu. Não comigo, mas em uma empresa que já trabalhei. Como brinde de final de ano para clientes e prospects a escolha foi dar um minichapanhe, caro e requintado. Três meses depois, a agência recebeu uma carta da esposa do cara que ganhou o presente, agradecendo a contribuição para seu tratamento contra o alcoolismo. O cidadão estava há dois anos sem beber, recebeu um lindo minichampanhe embalado, embrulhado em papel colorido e com um cartão motivacional dizendo para ele comemorar todas as vitórias do ano. O presente foi lembrado por muito tempo, principalmente porque foi o pivô de seu retorno a clínica de reabilitação.
5 – Não dê vales.
Vale CD, vale compras, vale livro, vale presentes, não valem nada. Se entrou na brincadeira e ficou à disposição de ser obrigado a comprar um presente para alguém que você não gosta tanto assim, não venha querer se livrar do problema comprando um vale-alguma-coisa. Os vales são as coisas mais impessoais, chatas e sem valor (mesmo que seja um vale BMW) do mundo. Você não quis pensar em algo divertido para seu amigo secreto e comprou um papel que pode ser trocado por qualquer coisa.
6 – Evite clichês.
Agendas, blocos de anotação, materiais de escritório, CDs e livros de auto ajuda não são bons presentes. Qualquer um que ganha fará aquele sorriso amarelo parecendo que gostou mas, no fundo mesmo, te odiará eternamente, achando que você é um filha da puta sem criatividade e que dá o mesmo presente, todo ano, independente de quem sorteou.
7 – Na hora da revelação, não faça piadas infames.
Sim, seu amigo secreto tem dois olhos, nariz e boca e usa roupas. Acho que o pior momento do amigo secreto é a revelação e as piadinhas que farão, ou não, todos adivinharem quem você pegou. Não puxe o saco da pessoa. Economize os adjetivos para não parecer forçado. Se você pegou seu chefe então, não seja paga pau! Tudo mundo ficará com raiva de você.
E o mais importe:
Não beba demais nas festas de empresa.
Tem gente que pergunta: beber demais na festa da empresa causa demissão? Não. Mas beber demais na festa da empresa causa danos irreparáveis a sua imagem. Todos lembrarão de você como o pau d´água que bebeu, fez merda, jogou champanhe no dono da empresa (sim, eu fiz isso), vomitou por tudo e ainda quis tirar a roupa (não, eu não fiz isso!). Então, maneire. Não é porque tem bebida na faixa que você tem entupir o cu de cerveja.
Seguindo essas dicas, você garante a sobrevivência a mais um dos clichês de natal que, junto com o Coral do Palácio Avenida e o CD da Simone 25 de dezembro, assombram o fim de todos os anos.
Boa Sorte.
Depois do Natal do HSBC, o popular Coral do Palácio Avenida, o pior personagem de Natal é, sem dúvida nenhuma, a cantora Simone. Talvez não a cantora em si, mas o disco 25 de Dezembro que ela gravou há quase 15 anos e é tocado em loop eterno em quase todos os estabelecimentos no mês de dezembro.
Exato. Você descobre que o Natal está chegando quando entra em uma loja de departamentos e, mesmo sem ver nenhum enfeite de Natal ainda instalado, ouve ao fundo a tortuosa música Então é Natal.
Mesmo tendo uma vasta carreira, dezenas de discos gravados antes – começou sua carreira na década de 70 – e depois, ninguém lembra de Simone por outro fato se não o álbum 25 de Dezembro.
Lançado em 95, o CD comemorativo, com selo Pólo Norte Records, já vendeu milhões de cópias ao longo desses natais. Contou com reedições que tiveram a participação da Timbalada e do Coral das Meninas de Petrópolis. É sucesso absoluto entre corais, escolinhas de primário que fazem apresentação de Natal, lojistas que querem entrar no clima natalino e tias velhas em geral.
Então é Natal é a mais clássica. Porem Jingle Bells, Noite Feliz e Deixei Meu Sapatinho são os hits mais tocados do CD empoeirado que fica guardado o ano inteiro junto com os pisca-pisca, bolas de natal e neve artificial.
Para acabar com essa palhaçada e nos livrarmos completamente dessa agressão ao bom gosto e, principalmente, a nossos tímpanos sugiro um boicote a todo estabelecimento que tocar o CD da Simone. Isso mesmo, se você entrar em um mercado, loja de departamento, farmácia e qualquer lugar com enfeites natalinos e identificar que está tocando o CD da Simone, saia imediatamente, deixando tudo para trás e gritando “Cd da Simone, Não!”.
Pergunte para a professora de seu filho que música ele cantará na apresentação de fim de ano. Se for alguma da Simone, não vá e não deixe com que façam lavagem cerebral no coitado. Ele vai ficar cantando o verso “arerama a quem ama” o resto da vida, o que causará disfunções psicológicas irreversíveis, provocando desvios de conduta.
Por fim, precisamos de uma vez por todas dar um basta e erradicar o CD da Simone da face da terra. E nem pensem em substituí-lo pelo Homem de Nazaré de Chitãozinho & Xororó. Pois ai, é trocar seis por meia dúzia.
Ontem começaram as apresentações de 2009 de um dos símbolos natalinos curitibanos, o Coral do Palácio Avenida. Os menininhos que cantam na janela do banco já tornaram-se famosos nacionalmente, quiçá mundialmente, atraindo turistas de todos os cantos.
O coral começou há 20 anos, quando o HSBC nem existia no Brasil. Era o Bamerindus que promovia a cantoria anual com direito a pisca-pisca, shows pirotécnicos e comerciais com o Toni, aquele gordinho barbudo que tudo mundo lembra. Bamerindus faliu, HSBC comprou e cada ano o negócio começou a ficar mais enfeitado e diferente.
A linha entre tradição e clichê é extramente tênue e o Coral do Palácio Avenida entrou naquela lista de coisas que tem todo ano e que você já ta puto de ter que suportar. O espetáculo tornou-se até perigoso. A concentração de um mar de gente na rua, olhando distraído para cima, despertou o interesse de larápios e trombadinhas em geral que aproveitam para fazer a forra enquanto as velhinhas e marmanjos se emocionam. Entre um Então é Natal e uma Noite Feliz, carteiras, celulares e máquina digitais são surrupiadas.
E para quem mora na região? No Edifício Tijucas, por exemplo, bem em frente para o Palácio Avenida. Duas horas antes até duas horas depois das apresentações é impossível andar, trafegar, abrir as janelas ou fazer qualquer coisa por causa da multidão esperando o coral. E o barulho? Musiquinhas, dancinhas, fogos, galera gritando, berrando. É o caos mundial na terra.
Pensando no fim dessa tradição bizarra e na comodidade dos moradores da região bolei alguns planos para sabotar o coral do Palácio Avenida e nos livrarmos de uma vez por todas desta praga.
Sabotagem 1 : Trio elétrico.
Vamos combater fogo contra fogo. Ou seja, música ruim com música ruim. Com um Trio Elétrico, estrategicamente estacionado no meio da Rua XV, onde os sombras atacam transeuntes despreparados, esperaremos a janelinhas se abrirem e os pirralhos começarem a cantar. Assim que isso acontecer, o DJ solta o som, estourando os tímpanos de todos com Funk proibidão e sertanejo dor de corno. Uma atração incrível para as velhinhas carolas que acompanham o Coral todo ano.
Sabotagem 2 : Blackout
Já que apagão está na moda, a estratégia é simples. Tacar um carro em um poste e acabar com a energia do quarteirão inteiro.
Tudo bem que o breu total ajudará mais ainda os batedores de carteira prontos para atacar e que no dia seguinte haveria espetáculo novamente. Porém, a receita pode ser repetida várias vezes, até não haver mais postes, ou carros.
Sabotagem 3: Paintball
Sim, essa é perigosa, afinal, imagina se a pelota de tinta pega na vista de alguma criancinha boca aberta… mas não consigo não imaginar alguém acertando head shots de balas de tinta no purungo dos cantorezinhos. Será que nunca ninguém pensou nisso? Ninguém teve espírito de porco o suficiente? Nenhum pai ou entidade permitiria expor crianças a uma situação de risco dessas.
Sabotagem 4: Buzinaço.
30 ou mais pessoas combinam de ficar em meio a platéia do Coral, fingindo que estão ansiosas para ouvir as criancinhas cantar. Todas elas têm um buzina de gás, daquelas de tiro de partida de competição ou que o povo usa para fazer bagunça em formatura. Assim que o espetáculo começa, as 30 pessoas começam a buzinar sem parar, fazendo com que as vozes se percam ao fundo do uníssono zumbido das buzinas. Causa raiva e descontentamento do público, o que coloca em risco a integridade física dos participantes do plano.
Sabotagem 5 – Encenação da queda.
Esse é o mais perfeito. Porém, o mais arquitetado. Para o plano dar certo é preciso ter uma criança dublê infiltrada no coral. No meio da apresentação essa criança irá se jogar da janela, simulando sua queda. Em solo, pessoas já estarão estrategicamente posicionadas para pegar ela despencando de todos os ângulos. Uma ambulância fake já estará próxima ao local e simulará o resgate, mas informará em alto e bom som que o membro do coral faleceu com queda. Será a ruína do Palácio Encantado. A Capa da Tribuna e Gazeta estamparão a tragédia. Milhares de reportagens abordarão o assunto. Mostrarão como era a segurança das crianaças e como os equipamentos falharam. Denuncias de maus tratos e de compra de vagas no Coral começaram a aparecer e não haverá Relações Públicas competente o suficiente para salvar a imagem da clássica apresentação de Natal.
Depois disso é só acabar com todos os CDs da Simone e estaremos livres de alguns clichês irritantes de Natal.
O Coral do Palácio Avenida se apresenta nos todas sextas, sábados e domingos até o dia 20 de dezembro.
No meu tempo não era assim. Sei que tem gente que vai dizer que não tenho idade para falar isso, mas é sério, no meu tempo de colégio, de escola que você vai de uniforme e assiste as aulas entre um sinal e outro, não era do jeito que é hoje. E olha que isso nem faz tanto tempo assim, acabei a 8ª série em 2001 e o 3º ano do ensino médio em 2004.
Só essa semana tivemos noticia de pelo menos 3 casos de vídeos de alunos fazendo sexo no banheiro da escola. Um deles, aqui em Curitiba, repercutiu nas capas de jornais do Brasil inteiro. Em uma comunidade do Orkut, alunos postaram um vídeo em 3 alunos faziam sexo no banheiro do Colégio Estadual do Paraná. A menina teria 13 anos.
No Pará, o vídeo é até mais explicito e tem um nome bem mais sugestivo “Samantha Boqueteira”. No colégio Ulyses Guimarães, uma menina teria praticado sexo oral com um colega, uma terceira pessoa gravou o vídeo e passou por Bluetooth para os alunos do colégio e em pouco tempo estava na rede. Sexo no Colégio Estadual do Paraná, sexo no Colégio Ulysses Guimarães e assim vai.
Lembro que alunos matavam aula para fumar no banheiro, simplesmente para cabular aula, mas não lembro de grandes orgias e bacanais nos fétidos banheiros das escolas que estudei. Lembro que no máximo, na sétima série, jogávamos água nos uniformes das meninas, a poliviscose ficava transparente e, com muita sorte, víamos um biquinho de seio aqui e outro ali. Ou, fazíamos as inocentes brincadeiras de verdade ou desafio onde todo mundo se beijava, mas parava por ai, sem sacanagem.
O que teria acontecido? As crianças e adolescentes de hoje são mais precoces? A mídia tornou a putaria coletiva banal? Será que esses serem sabem o que estão fazendo?
Os radicais chegam a dizer que é culpa da própria escola que incentiva a prática precoce do sexo nas aulas de educação sexual. Besteira, se a coisa está desse jeito é melhor mesmo que mostrem todos os mals que uma brincadeira inocente pode trazer. O que não concordo nenhum um pouco.
Novamente, usando como exemplo o meu tempo de colégio, lembro que sempre vinham profissionais da Secretária da Saúde e órgãos do gênero dar palestras clichês sobre como colocar a camisinha na banana e afins. Até que o dia em que passam uma apresentação em slides (de verdade, sabe? Que você aperta o botão e o próximo slide entra no feixe de luz, projetando a imagem na parede) de fotos partes do corpo tomadas por doenças venéreas. Imagens fortes e bem nojentas.
Falta mesmo é que pais menos puritanos e mais conselheiros digam a seus filhos o que é uma coisa e o que é outra. O que é bom, prazeroso e gosotoso de curtir em seu tempo, na sua hora.
Se um dia eu tiver um filho(a) e com 9 anos ele disser que vai brincar de médico com a(o) amiguinha(o), vou deixar na boa. Agora brincar de escolhinha, não dá mais não.





























