No meu tempo não era assim. Sei que tem gente que vai dizer que não tenho idade para falar isso, mas é sério, no meu tempo de colégio, de escola que você vai de uniforme e assiste as aulas entre um sinal e outro, não era do jeito que é hoje. E olha que isso nem faz tanto tempo assim, acabei a 8ª série em 2001 e o 3º ano do ensino médio em 2004.

Só essa semana tivemos noticia de pelo menos 3 casos de vídeos de alunos fazendo sexo no banheiro da escola. Um deles, aqui em Curitiba, repercutiu nas capas de jornais do Brasil inteiro. Em uma comunidade do Orkut, alunos postaram um vídeo em 3 alunos faziam sexo no banheiro do Colégio Estadual do Paraná. A menina teria 13 anos.

No Pará, o vídeo é até mais explicito e tem um nome bem mais sugestivo “Samantha Boqueteira”. No colégio Ulyses Guimarães, uma menina teria praticado sexo oral com um colega, uma terceira pessoa gravou o vídeo e passou por Bluetooth para os alunos do colégio e em pouco tempo estava na rede. Sexo no Colégio Estadual do Paraná, sexo no Colégio Ulysses Guimarães e assim vai.

Lembro que alunos matavam aula para fumar no banheiro, simplesmente para cabular aula, mas não lembro de grandes orgias e bacanais nos fétidos banheiros das escolas que estudei. Lembro que no máximo, na sétima série, jogávamos água nos uniformes das meninas, a poliviscose ficava transparente e, com muita sorte, víamos um biquinho de seio aqui e outro ali. Ou, fazíamos as inocentes brincadeiras de verdade ou desafio onde todo mundo se beijava, mas parava por ai, sem sacanagem.

O que teria acontecido? As crianças e adolescentes de hoje são mais precoces? A mídia tornou a putaria coletiva banal? Será que esses serem sabem o que estão fazendo?

Os radicais chegam a dizer que é culpa da própria escola que incentiva a prática precoce do sexo nas aulas de educação sexual. Besteira, se a coisa está desse jeito é melhor mesmo que mostrem todos os mals que uma brincadeira inocente pode trazer. O que não concordo nenhum um pouco.

Novamente, usando como exemplo o meu tempo de colégio, lembro que sempre vinham profissionais da Secretária da Saúde e órgãos do gênero dar palestras clichês sobre como colocar a camisinha na banana e afins. Até que o dia em que passam uma apresentação em slides (de verdade, sabe? Que você aperta o botão e o próximo slide entra no feixe de luz, projetando a imagem na parede) de fotos partes do corpo tomadas por doenças venéreas. Imagens fortes e bem nojentas.

Falta mesmo é que pais menos puritanos e mais conselheiros digam a seus filhos o que é uma coisa e o que é outra. O que é bom, prazeroso e gosotoso de curtir em seu tempo, na sua hora.

Se um dia eu tiver um filho(a) e com 9 anos ele disser que vai brincar de médico com a(o) amiguinha(o), vou deixar na boa. Agora brincar de escolhinha, não dá mais não.