Burburinho, reclamação e indignação. Ontem, via Facebook, vários curitibocas diziam-se indignados com a ação da prefeitura que tinha proibido qualquer manifestação na Praça da Espanha, após o ridículo Ano Novo fora de época. Ninguém sabe quem começou com essa história, mas divulgaram aos quatro ventos que até a Feira de Antiguidades da praça estava ameaçada.

Mentira, as vésperas de um primeiro de abril. Ainda pode-se achar o link do despautério no mal escrito Bem Paraná. O que deu entender, visto até mesmo nos blogs da Gazeta, nada mudou na Praça Espanha, coração do Batel Sonso, digo Batel Soho.

A única atitude tomada foi a de deixar claro que, manifestações com o Ano Novo Fora de Época, não foram e nunca seriam autorizados pela prefeitura. Absurdo? De jeito nenhum. A irresponsável e boba festa inventada tomou proporções gigantescas, colocando uma massa incontrolável de 5 mil pessoas em uma praça que não cabia metade.

Resultado? Reclamação dos vizinhos, barulho, trânsito caótico na região e muita sujeira depois da festa. Vários e-mails de moradores foram enviados para listas de discussões. Canteiros de flores foram pisoteados, lâmpadas quebradas, não havia banheiros, não havia policiamento, não havia controle do trânsito na região. Segundo matérias após a festa, a prefeitura iria autuar os responsáveis pela balburdia porque, para a realização da mesma, seriam necessários, no mínimo, dois alvarás.

Burocracia? Pode ser. Exageiro? De jeito nenhum. Imagino o quão contentes ficaram os moradores da região que tiveram de aturar 5 mil pessoas gritando, berrando,atravancando o trânsito e sujando as calçadas das proximidades. Ao ver que mais de mil pessoas confirmaram a presença no Facebook, os gênios que criaram o evento deveriam ter comunicado os órgãos competentes que, se achasse conveniente, preparariam a região para a pseudo comemoração.

Lembramos que o local já serviu para outros eventos. Na Virada Cultural do ano passado, havia banheiros químicos, ronda policial, trânsito impedido nas proximidades, enfim, organização.

Não entendo como a população pode ver uma tentativa de “botar ordem na casa” como censura. Ninguém está dizendo que a praça não pode receber pessoas, eventos, reuniões., porém devem ser respeitados os limites impostos pela lei e até mesmo pela boa educação.

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