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Record copia G1 e lança R7

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A Rede Globo e a Record estão em uma batalha voraz há quase um mês. Uma ataca a outra de toda maneira que encontra e, para fazer isso, não poupa esforços e nem espaço em seus jornais, programas de auditórios e revistas. Uma tenta provar que a outra é suja, mau caráter, manipuladora, é feia, boba e tem cara de melão, quando todos sabem (tá, nem todos) que ambas são farinha do mesmo saco e só estão fazendo isso para ganhar audiência.

Uma manipula o povo pela fé, que acha que Deus precisa de um jatinho e templos feitos de mármore e ouro, para salvar a humanidade e absolver todos os nossos pecados. E a outra, tem várias manchas na história que incluem o apoio a ditadura militar, fraudes eleitorais e o uso de suas influências para mudar a história do país. É, e sempre foi assim, quem tem o poder da informação, faz o que quer com o povão. As duas estão certas e erradas ao mesmo tempo. E ainda tem muita lenha pra queimar nessa chaminé de acusações.

R7 o novo portal de notícias da Record

Entretanto, a Record atacou em outra frente na luta por tornar-se mais conhecida. Depois de copiar as novelas da Globo, os programas da Globo, imitar os reality shows da Globo, agora, a emissora de Edir Macedo fez um milagre e clonou o portal de notícias da Globo.

O R7, que vinha sendo anunciado desde o começo da semana como uma revolução da Internet, foi posto no ar, 20h do dia 27 de setembro. Ok, não foi bem oito em ponto, já que o servidor não agüentou tanta badalação e baleiou bonito nos primeiros minutos do site. A queda, rapidamente virou piada no Twitter. Aliás, não é a primeira vez que uma empresa/marca anuncia algo extremamente bom, causa o interesse milhares de pessoas e os servidores pedem arrego na hora H, transformando a expectativa em decepção. Basta olhar com cuidado que qualquer um percebe que faltam dezenas de ajustes no site.

Quem entra no R7 vê que ele é a cara do G1. Idêntico, cuspido e escarrado, sem tirar nem por. Da digramação ao conteúdo tudo tem cara de deja vu e caracteriza a tradicional chupada (sacanas, não é isso que estão pensando, o termo, no jargão publicitário significa cópia, plágio ou excesso de referência).

Entre as atrações ganham destaque os blogs da fantástica equipe da Record, que inclui Gugu Liberato, Théo Becker, Rubens Ewald Filho (o cinéfilo mais chato do Brasil) e Fabíola Reipert. (Fabíola Who? Não sei que é ela não.).

E como desgraça pouca é bobagem, o R7 resolveu copiar do G1 até o que não precisava: o dom de fazer chamadas ruins e postar conteúdo irrelevante. Quer ver?

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Nero estaria orgulhoso! Vocabulário muito apurado para desperdício. A chamada foi consertada pouco depois. Mas o print e o título da matéira completa não deixam eu mentir.

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Exato! Talvez, Jade Barbosa esteja precisando de um psicólogo e não um fisioterapeuta. Depois de ficar meses sem treinar, estar sendo sacaneada pelo patrocinador, claro que eu estaria chateado.

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Se toda a matéria que parecesse piada tivesse “Parece mentira…” usariamos esse termo para todas as notícias relacionadas a política e ecônomia, no Brasil.

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Aqui é o pior dos casos. Essa matéria circula por e-mail há anos na Internet. Ou seja, o “jornalista” chupou o conteúdo do e-mail, colocou uma chamada atrativa e postou no portal de notícias. Espertinho ele, não?

Agora sejam bem sinceros, será que precisávamos de mais um portal de notícia nesse estilo? Será que a Record conseguirá superar o G1, em termos de audiência e de “ruindade”? No segundo quesito eles começaram bem, vamos esperar.

http://noticias.r7.com/esquisitices/noticias/leis-muito-esquisitas-sobre-sexo-20090927.html
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22 de setembro, Dia Mundial sem Carro.

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22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro. A brincadeira conscientizadora começou na França, em 1997. Três anos mais tarde, a União Européia adotou a causa e estabeleceu como data oficial, comemorada até hoje. No Brasil, o movimento começou em 2001 e também se espalhou rapidamente para todo o território nacional.

Grandes metrópoles realizam eventos, showzinhos, palestras, brincadeiras, fecham ruas, lacram cruzamentos e pregam a salvação mundial porque você deixou seu carro na garagem. É o dia ideal para encontrar na rua ativistas do Greenpeace e qualquer outra ONG protetora do mundo, animais, meio ambiente e qualquer coisas viva que possa sofrer com nossos atos capitalistas, egocentrístas e que ferem a o ciclo natural do mundo.

Então, se você faz parte da Associação Protetora das Lesmas Fluorescentes da Farroupilha, ou defende as causa dos Tigres Brancos da Amazônia é o dia ideal para sair às ruas e distribuir ecobags. (o autor do texto sabe que não há tigres brancos na Amazônia!)

Mas caro leitor, não entre em pânico. Se você não gosta dessa onda ecochata, mas mesmo assim não quer parecer um porco egoísta que não está preocupado com o planeta, deixe sim seu carro em casa e ache uma maneira alternativa de ir ao trabalho, faculdade, colégio ou casa da amante.

Separamos algumas dicas extremamente úteis, fáceis e econômicas de como se virar no Dia Mundial Sem Carro:

1 – Carrinho de Mão.

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Ideal para quem vai em dupla para o mesmo lugar, o carrinho de mão é um transporte econômico e não poluente. Além de não agredir a natureza, contribui para um dos maus do mundo: o sedentarismo.
É movido a força animal, mas calma, nenhum bichinho indefeso será mal tratado para isso, já que são os próprios usuários que fazem o meio de transporte se locomover. O “veiculo” também incentiva o trabalho em equipe, já que o passageiro e o motorista do carrinho tem de revezar entre si para evitar a fadiga.

2 – Monociclo

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Bicicletas são símbolo do desperdício de material. Isso mesmo, pra que gastar com um quadro de aço ou alumínio? Para que ter dois pneus de borracha, se um faz o mesmo efeito? Portanto, se a ideia é usar um veículo simples, barato e que não desperdiça materiais em sua fabricação, o ideal é o monociclo. Ouviu pessoal da bicicletada?

Com um monociclo você chega a qualquer lugar da cidade, utilizando sua própria força e equilíbrio. São recomendados alguns equipamentos de proteção, evitando machucados em eventuais quedas.

E para quem acha impossível, o recordista mundial de percurso a longa distância em monociclo é um brasileiro. 31 dias de pedaladas foram suficientes para Rodrigo Racy percorrer os 868km do Caminho de Santiago de Compostela. Ou seja, alguns quilometrozinhos para ir ao trabalho não são nada.

3 – Pogobol.

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Brinquedo popular dos anos 80, rendeu bons trocados para a Estrela e para Augusto Liberato, o Gugu. Apesar de ser feito de borracha e alguns produtos que podem ser considerados nocivos ao meio ambiente, tanto para sua fabricação quanto para o seu descarte, o Pogobol é um ótimo meio de transporte não poluente.

Utilizando somente o impulso de suas pernas, com um Pogobol você pode percorrer grandes distâncias. Não necessita de equipamentos de proteção e qualquer pessoa de qualquer idade é apto a dirigi-lo. Porém, o condutor deve tomar cuidado com superfícies irregulares e pontiagudas.

É encontrado grandes lojas de brinquedos.

4 – Canhão homem bala.

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A última dica requer do usuário um pouco de prática e habilidade, principalmente para o pouso. De longe, pode parecer um meio de transporte fácil de usar, onde você apenas entra e é projetado a seu destino. Porém, o que muitos esquecem é que a utilização correta de um canhão requer cálculos precisos da angulação do disparo e da resistência do ar. Qualquer engano pode ser desastroso.

Excelente para os que querem evitar o caos do trânsito e são ansiosos para chagar logo ao seu destino.

Esperamos que essa dicas sejam extremamente úteis.


Como não tenho carro, vou ao trabalho da mesma forma de sempre, de ônibus. Porém, com uma ressalva interessante: se já é um inferno aturar a lotação dos ônibus em dias normais, fico imaginando como será divertido o aperto causado pelos engajados que deixarão seus carros na garagem e irão se aventurar no confortável transporte coletivo. E mais, como será divertido cruzar as ruas bloqueadas para o trânsito, locais estrategicamente escolhido pela prefeitura para uma série de eventos de pessoas que não têm o que fazer, atrapalharem aquelas que têm o que fazer.

Ecochatos, ativistas, donos de ONG e simpatizantes em geral entendam uma coisa: antes do bicho homem existir, o mundo já existia. E é muito provável que a raça humana acabe antes do mundo. Então, parem de ser prepotentes e achar que podem salvar o mundo. Quem disse que o mundo precisa ser salvo? Depois que todos nós virarmos pó, depois de um surto de gripe, de uma guerra por petróleo, religião ou qualquer ambição humana, o mundo continuará lá, lindão e imponente, passeando em volta do Sol.

Salve o mundo, pare de tentar salvá-lo.

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Briatore está fora da Fórmula 1. Mas a Renault tem que ser punida.

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A Renault transformou o circo da Fórmula 1 em uma verdadeira palhaçada. Nelsinho Piquet, antes de ser demitido no Gp da Hungria desse ano, delatou o que pode ser um considerado um dos maiores escândalos da categoria: uma batida proposital que manipulou o resultado de uma corrida.

Ano passado, em Cingapura, a equipe teria ordenado o carro de seu piloto número 2 a bater provocando o Safety Car e beneficiando o piloto número 1, que acabara de sair do Pit Stop e enchido o tanque até a boca. Isso fez com que o time francês subisse ao pódio e conseguisse os 10 pontos na corrida.

O piloto número 1 era Fernando Alonso, bicampeão mundial. O número 2, Nelson Piquet, filho de campeão que chegou a Fórmula 1 prometendo muita coisa e saiu pelas portas dos fundo, sem grandes resultados e com esse escândalo. Os mandantes do crime: Flávio Briatore, chefe da escuderia e Pat Symonds, engenheiro e estrategista.

O que não dá para entender é porque a vitória da Renault era tão importante. Ela não disputava o campeonato, andava bem com seus pilotos e eram o quarto time do campeonato, atrás apenas de Ferrari, McLaren e BMW. Precisava disso?

A batida de Nelsinho condenou a credibilidade do esporte. Torcedores, espectadores e competidores foram enganados, manipulados por um jogo sujo de equipe. Segundo os depoimentos e notícias, o piloto brasileiro foi coagido a aceitar a proposta indecente, vendo que se não fizesse isso, não teria emprego na escuderia francesa no ano seguinte. O que não serve como desculpas, afinal, se nesse momento minha chefe mandar-me matar a primeira pessoa que eu ver na rua, não farei de jeito nenhum, sem a preocupação de perder ou não meu emprego.

Piquet, o cagueteiro da maracutaia ganhou aquele prêmio sem vergonha dado aos dedos duros, a “delação premiada”. Ou seja, “Se você contar para tia a coisa errada, não vai ficar de castigo”. Dito e feito.

Na imprensa, em vez de se defender, Briatore baixou o nível. Pareceu criança de 6 anos que quando perde briga diz “ah… e daí, você dá o cu mesmo!”.  E entre todo essa bafafá a FIA marcou uma reunião de conselho para julgar o caso e dar o veredicto de quem ficará sem recreio. Dia 21 saberemos a decissão oficial.

Antes disso, a equipe francesa tomou uma atitude justa e inteligente: deu o bilhete azul para Symonds e Briatore para tentar amenizar a situação. Ou seja, duas cabeças já rolaram e, muito provavelmente, foi a cabeça dos cabeças desse esquema.

Porém, as demissões podem ser um golpe para proteger a equipe e, principalmente, Fernando Alonso, que já está com um pezinho no carrinho vermelho de Kimi Raikkonen. É simplesmente ridículo pensar que o maior beneficiado não sabia de nada.

E os engenheiros e mecânicos? Com certeza perceberam na hora do ocorrido que aquilo não era normal. Que não era um simples jogo de equipe, era uma tremenda sujeira, uma mancha para a carreira de qualquer um. Mas todos se calaram.

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Briatore é conhecido pelas suas picaretagens há muito tempo. É só lembrar da temporada de 94, onde a equipe dele, a Benetton, foi punida por adulterar o bocal do tanque de combustível, deixando os pit stops mais rápidos e menos seguros, tanto que o carro de Jos Vestapem virou uma bola de fogo no Gp da Alemanha, colocando em risco a vida de pilotos e mecânicos.

E não foi só isso, a decisão do título daquele ano, em Adelaide, viu uma das batidas propositais mais esdrúxulas da história. O alemão se perdeu em uma curva, bateu no guardrail e quebrou a suspensão dianteira, o que faria sem dúvida alguma ele abandonar. Antes disso, displicentemente, jogou o carro em cima do inglês Damon Hill, tirando-o da prova e a da chance de conquistar o título. Assim, Briatore e sua equipe fez com que Shumacher fosse campeão pela primeira vez.

Se livrar de um picareta é ótimo. Mas não nessas circunstâncias. O italiano vigarista está se tornando um mero bode expiatório na fraude da Renault. Se a FIA fosse de fato justa e quisesse mostra que a Fórmula 1 é um categoria séria, avessa a qualquer tipo de manobra desleal, baniria definitivamente a Renault da Fórmula 1. E todos, eu digo todos, os envolvidos também seriam punidos. Os pilotos perderiam suas superlicenças, mecânicos tomariam alguns dias de gancho e serviria de exemplo para futuros espertinhos que quisessem brincar com coisa séria. Mas, infelizmente, veremos apenas a empurrarem a sujeira pra debaixo do tapete como fizerem no caso de espionagem McLaren x Ferrari.

Por tudo isso e mais um pouco a FIA já tem planos de mudar sua sede para Brasília, já que lá tudo acaba em pizza.

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Jornalistas caem em boato e divulgam que Xuxa bloquearia o Twitter.

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Em 2005, em meio ao referendo do desarmamento que mobilizou o Brasil inteiro, jornalistas sedentos por furos de reportagem acreditaram em uma corrente que passou de e-mail em e-mail e iniciou no site Cocadaboa, alimentado na por Mr. Manson, hoje sócio da agência de guerrilha Espalhe.

Um arquivo de áudio mostrava a entrevista entre a jornalista Laura e Xaxim, suposto traficante que mandava no morro do Dendê. O conteúdo, integralmente falso, demonstrava porque o traficante era a favor da proibição da venda de armas para civis e contava detalhes da campanha que ele estava fazendo na comunidade para que todos votassem sim (a favor da proibição).

Sem apurar quem eram os personagens ou qual era a origem desta gravação, vários veículos de comunicação divulgaram trechos da entrevista. Ou seja, jornais e revistas de todo o Brasil estamparam em suas páginas uma noticia falsa, inverossímil, mas bastante impactante.

Semana passada, quatro anos depois do caso “Xaxim vota sim”, pudemos rever o despreparo de alguns jornalistas que não apuram os fatos que divulgam. Xuxa, a que carrega o título de rainha dos baixinhos, protagonizou uma história boba que ganhou grandes proporções. Ao dar a chance de sua filha twittar e conversar com os seguidores da mãe, a pequena Sasha escorregou no Português e escreveu a palavra “cena” com s. O #mimimi rendeu várias piadas e uma espécie de revoltazinha da apresentadora, que saiu batendo o pé.

Aproveitando o momento, o blog Jogando Praga, site de humor especializado em noticias fictícias, publicou um post dizendo que Xuxa seguiria os passos de Cicarelli e mandaria bloquear o Twitter pelas ofensas proferidas a ela e sua filha.

O aviso dentro de um box vemelho qualquer notícia encontrada aqui neste blog é apenas uma brincadeira de mau gosto encontrado no rodapé de todos os posts do Blog foi totalmente ignorado por membros da imprensa que se sentiram à vontade para chupar o conteúdo na integra e ainda inventarem uma fonte para publica-los.

Pronto. Jornais, boletins informativos e vários sites passaram a exibir a notícia como se fosse real. E, surpreendentemente, até a versão on-line do Jornal do Brasil caiu no boato.

Impressiona ver que os jornalistas não conferem sobre o que estão divulgando. O imediatismo do furo, a vontade de falar primeiro sobre algo que irá repercutir faz com que os editores esqueçam a principal qualidade que um veiculo de comunicação deve ter: a credibilidade.

Mais do que isso, pudemos ver a copia fiel do texto escrito no Jogando Praga, blog mantido por um amigo pessoal que assim que viu as primeiras copias começou a alertar que vários jornais replicavam a informação sem mudar um ponto ou vírgula, acrescendo fontes que nunca existiram.

Fica a dúvida sobre aqueles que escrevem, editam e montam as pautas dos jornalistas. Será que é melhor noticiar antes de todo mundo, buscando a exclusividade a pontualidade de um fato, ou perder um certo tempo para descobrir se aquele fato é mesmo real, se ele pode ser interpretado de outra forma, se merece mesmo ser divulgado, se é pertinente ao publico ou é apenas mais uma notícia vazia, uma besteirinha para ocupar uma pauta vazia.

A pressa é inimiga da informação.

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Sobre vizinhos

vizinhos

Além das paredes limítrofes de sua casa ou apartamento vive um ser repugnante e inconveniente chamado vizinho. Aliás, provavelmente não seja um só, mas sim vários, rodeando o seu querido lar como se fossem moscas varejeiras.

Eles nasceram com uma única função: incomodar. Não importa a hora, o dia, ou a situação, o vizinho sempre vai estar de alguma maneira invadindo o seu espaço, coisa que provavelmente você não faça e nunca tenha feito com ele.

Não, não estou falando daquele vizinho romântico que pede uma xícara de açúcar emprestada, ou um cortador de grama. Isso é coisa de seriado americano. Principalmente o cortador de grama. Nem da vizinha gostosa dos filmes pornôs, que bate em sua casa com trajes minúsculos pedindo para você consertar o chuveiro da casa dela. Esses, senhores, nunca existiram. Estou falando de vizinhos reais como os meus e os seus.

Vizinho que é vizinho tem um péssimo gosto musical. Ouve aquela dupla sertaneja dor-de-corno-melancólica que ninguém agüenta, canta junto e ainda deixa em repeat eterno a música mais horrível de todas. Ou, coloca um CD de pagode gospel quando já passam da meia-noite. Abençoada seja a madrugada em que o aparelho de som exploda, ou que acabe a energia na casa do cidadão. Mas, por mais que eu reze, o máximo que consigo como graça é uma tremenda dor de cabeça e uma noite a menos de sono.

Vizinho de verdade é enxerido. Abre sua correspondência sem querer, conta os minutos que você passa em casa e puxa assunto sobre o tempo quando você está de saída. Será que chove, vizinho? Com aquele sorriso amarelo você responde que talvez, mas dentro sente a vontade de responder que não sabe, mas que ficaria muitíssimo contente se um raio explodisse a cabeça dele. Dramático, mas pode acontecer.

Vizinho quando faz algum evento em sua casa orienta as visitas dele a obstruírem a garagem de quem mora ao lado. Isso mesmo, pode haver uma rua inteira de vagas, mas a tia, sobrinho, irmão ou cunhado de seu vizinho vai, com certeza, parar o carro exatamente na frente da saída do seu carro. Foda-se guia rebaixada ou bom senso. E a sentença “Sujeito a Guincho” não espanta ninguém, quem sabe “Sujeito a Esquartejamento?”

Vizinho só faz churrasco quando a sua roupa está no varal. Assim, todas elas ficam com aquele agradável aroma de refugo de carvão queimando. E se a festa se estende, certeza que vai ter alguém xingando, gritando, jogando truco ou fazendo qualquer coisa aos berros, mostrando sua alegria, felicidade e embriagueis para a rua inteira. A animação de uns é o martírio de muitos.

O pior de todos é aquele vizinho sem hábitos de higiene, que deixa a casa dele virar um chiqueiro. Aquele que na hora de cozinhar, não sei porque cargas d´água, infesta casa dos que moram ao redor com um odor horrível, como se cozinhasse lixo hospitalar com toques de enxofre e ovos podre. Nem o tietê fede mais.

Para ter paz e sossego façam como este que vos escreve: guardem uns trocados e em vez de comprar somente a  sua casa, compre todas em volta. Mas não alugue, venda ou loque. Deixe-as vazias, sem ninguém. Ai, com certeza, você ficará livre de ter vizinhos.

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