Escrito por Bruno Mendonça em 2, December 2009

Depois do Natal do HSBC, o popular Coral do Palácio Avenida, o pior personagem de Natal é, sem dúvida nenhuma, a cantora Simone. Talvez não a cantora em si, mas o disco 25 de Dezembro que ela gravou há quase 15 anos e é tocado em loop eterno em quase todos os estabelecimentos no mês de dezembro.
Exato. Você descobre que o Natal está chegando quando entra em uma loja de departamentos e, mesmo sem ver nenhum enfeite de Natal ainda instalado, ouve ao fundo a tortuosa música Então é Natal.
Mesmo tendo uma vasta carreira, dezenas de discos gravados antes – começou sua carreira na década de 70 – e depois, ninguém lembra de Simone por outro fato se não o álbum 25 de Dezembro.
Lançado em 95, o CD comemorativo, com selo Pólo Norte Records, já vendeu milhões de cópias ao longo desses natais. Contou com reedições que tiveram a participação da Timbalada e do Coral das Meninas de Petrópolis. É sucesso absoluto entre corais, escolinhas de primário que fazem apresentação de Natal, lojistas que querem entrar no clima natalino e tias velhas em geral.
Então é Natal é a mais clássica. Porem Jingle Bells, Noite Feliz e Deixei Meu Sapatinho são os hits mais tocados do CD empoeirado que fica guardado o ano inteiro junto com os pisca-pisca, bolas de natal e neve artificial.
Para acabar com essa palhaçada e nos livrarmos completamente dessa agressão ao bom gosto e, principalmente, a nossos tímpanos sugiro um boicote a todo estabelecimento que tocar o CD da Simone. Isso mesmo, se você entrar em um mercado, loja de departamento, farmácia e qualquer lugar com enfeites natalinos e identificar que está tocando o CD da Simone, saia imediatamente, deixando tudo para trás e gritando “Cd da Simone, Não!”.
Pergunte para a professora de seu filho que música ele cantará na apresentação de fim de ano. Se for alguma da Simone, não vá e não deixe com que façam lavagem cerebral no coitado. Ele vai ficar cantando o verso “arerama a quem ama” o resto da vida, o que causará disfunções psicológicas irreversíveis, provocando desvios de conduta.
Por fim, precisamos de uma vez por todas dar um basta e erradicar o CD da Simone da face da terra. E nem pensem em substituí-lo pelo Homem de Nazaré de Chitãozinho & Xororó. Pois ai, é trocar seis por meia dúzia.
Escrito por Bruno Mendonça em
Depois do choque de todos ao saberem que Herbert Richards, o lendário locutor que nunca ninguém viu, tinha ido para o além, foi a vez de outra grande voz da televisão brasileira partir dessa para uma melhor: morreu Lombardi, o locutor sem rosto de Sivio Santos.
Lombardi tinha 69 anos e morava em Santo Andre, no ABC Paulsita. Além de trabalhar no SBT, era locutor de rádios locais.
Nos corredores do SBT a notícia de que Lombardi faleceu caiu como uma pedra e é notável a tristeza de vários colegas de trabalho.
Segundo notícias, a causa da morte de Lombardi foi um infarto. O corpo de Lombardi ainda está em sua casa, mas provavelmente, Lombardi seja enterrado amanhã.
Uma perda significante para a história da televisão Brasileira.
Veja um foto do rosto do Lombardi

Escrito por Bruno Mendonça em 30, November 2009

Ganhei uma incumbência interessante, porém trabalhosa: atualizar o blog dos Jogos de Verão, uma gincana promovida pela RPCTV, SescPR e Sistema Fecomércio que dura praticamente dois meses. Um mês de inscrições e um mês de provas. O evento acontece em 8 cidades do paraná: Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Curitiba, Ponta Grossa, Paranavaí e Cascavel.
Quem quiser ficar de olho na cobertura do evento e ler textos relacionados a praia, verão, terra, sol e mar acesse o blog dos Jogos de Verão. Aproveitem e participem! A gincana é superdivertida e ainda tem um prêmio superbacana: uma TV FullHD 40″ polegadas.
Saia da Sombra! Acesse o blog dos Jogos de Verão.
Escrito por Bruno Mendonça em 28, November 2009

Ontem começaram as apresentações de 2009 de um dos símbolos natalinos curitibanos, o Coral do Palácio Avenida. Os menininhos que cantam na janela do banco já tornaram-se famosos nacionalmente, quiçá mundialmente, atraindo turistas de todos os cantos.
O coral começou há 20 anos, quando o HSBC nem existia no Brasil. Era o Bamerindus que promovia a cantoria anual com direito a pisca-pisca, shows pirotécnicos e comerciais com o Toni, aquele gordinho barbudo que tudo mundo lembra. Bamerindus faliu, HSBC comprou e cada ano o negócio começou a ficar mais enfeitado e diferente.
A linha entre tradição e clichê é extramente tênue e o Coral do Palácio Avenida entrou naquela lista de coisas que tem todo ano e que você já ta puto de ter que suportar. O espetáculo tornou-se até perigoso. A concentração de um mar de gente na rua, olhando distraído para cima, despertou o interesse de larápios e trombadinhas em geral que aproveitam para fazer a forra enquanto as velhinhas e marmanjos se emocionam. Entre um Então é Natal e uma Noite Feliz, carteiras, celulares e máquina digitais são surrupiadas.
E para quem mora na região? No Edifício Tijucas, por exemplo, bem em frente para o Palácio Avenida. Duas horas antes até duas horas depois das apresentações é impossível andar, trafegar, abrir as janelas ou fazer qualquer coisa por causa da multidão esperando o coral. E o barulho? Musiquinhas, dancinhas, fogos, galera gritando, berrando. É o caos mundial na terra.
Pensando no fim dessa tradição bizarra e na comodidade dos moradores da região bolei alguns planos para sabotar o coral do Palácio Avenida e nos livrarmos de uma vez por todas desta praga.
Sabotagem 1 : Trio elétrico.
Vamos combater fogo contra fogo. Ou seja, música ruim com música ruim. Com um Trio Elétrico, estrategicamente estacionado no meio da Rua XV, onde os sombras atacam transeuntes despreparados, esperaremos a janelinhas se abrirem e os pirralhos começarem a cantar. Assim que isso acontecer, o DJ solta o som, estourando os tímpanos de todos com Funk proibidão e sertanejo dor de corno. Uma atração incrível para as velhinhas carolas que acompanham o Coral todo ano.
Sabotagem 2 : Blackout
Já que apagão está na moda, a estratégia é simples. Tacar um carro em um poste e acabar com a energia do quarteirão inteiro.
Tudo bem que o breu total ajudará mais ainda os batedores de carteira prontos para atacar e que no dia seguinte haveria espetáculo novamente. Porém, a receita pode ser repetida várias vezes, até não haver mais postes, ou carros.
Sabotagem 3: Paintball
Sim, essa é perigosa, afinal, imagina se a pelota de tinta pega na vista de alguma criancinha boca aberta… mas não consigo não imaginar alguém acertando head shots de balas de tinta no purungo dos cantorezinhos. Será que nunca ninguém pensou nisso? Ninguém teve espírito de porco o suficiente? Nenhum pai ou entidade permitiria expor crianças a uma situação de risco dessas.
Sabotagem 4: Buzinaço.
30 ou mais pessoas combinam de ficar em meio a platéia do Coral, fingindo que estão ansiosas para ouvir as criancinhas cantar. Todas elas têm um buzina de gás, daquelas de tiro de partida de competição ou que o povo usa para fazer bagunça em formatura. Assim que o espetáculo começa, as 30 pessoas começam a buzinar sem parar, fazendo com que as vozes se percam ao fundo do uníssono zumbido das buzinas. Causa raiva e descontentamento do público, o que coloca em risco a integridade física dos participantes do plano.
Sabotagem 5 – Encenação da queda.
Esse é o mais perfeito. Porém, o mais arquitetado. Para o plano dar certo é preciso ter uma criança dublê infiltrada no coral. No meio da apresentação essa criança irá se jogar da janela, simulando sua queda. Em solo, pessoas já estarão estrategicamente posicionadas para pegar ela despencando de todos os ângulos. Uma ambulância fake já estará próxima ao local e simulará o resgate, mas informará em alto e bom som que o membro do coral faleceu com queda. Será a ruína do Palácio Encantado. A Capa da Tribuna e Gazeta estamparão a tragédia. Milhares de reportagens abordarão o assunto. Mostrarão como era a segurança das crianaças e como os equipamentos falharam. Denuncias de maus tratos e de compra de vagas no Coral começaram a aparecer e não haverá Relações Públicas competente o suficiente para salvar a imagem da clássica apresentação de Natal.
Depois disso é só acabar com todos os CDs da Simone e estaremos livres de alguns clichês irritantes de Natal.
O Coral do Palácio Avenida se apresenta nos todas sextas, sábados e domingos até o dia 20 de dezembro.
Escrito por Bruno Mendonça em 3, November 2009
Sou um dos poucos seres que tem a honra de conhecer de verdade e ser amigo de uma grande figura, Claudinho Castro, ator, humorista, amigo e, acima de tudo, anão. Sim, o mundo conhece ele como “o anão da dança da do quadrado”. Mas não se enganem ele é muito maior que isso.
Para homenagear amigo em porção única, elaborei uma montagem caseira, no estilo Separados no Nascimento.

Falando nisso, já acessaram o Blog do Ahnão? É uma boa pedida. Bóra lá?