A virgem e o Guarda Lupe.

Configurei o AdSense para o blog, pensando em conseguir fortunas com cliques de desavisados. Ou quem sabe de interessados em produtos, serviços ou ações. Mas tive uma infeliz e sagrada surpresa. Já que o nome deste blog é “Deus, salve a Rainha” o Todo Poderoso virou referência para meus banners, por tanto tudo que é anunciado em meu blog são Orações, Santinhos e Milagres. Sei que não sou digno de entrar em sua morada, porém dê apenas um clique e seja salvo. Isso mesmo, clique nas orações e ganhe o seu lugar no céu.

Ainda no campo da religião, e engasgado há meses em meus borrões e rascunhos, trago a tona a velha vontade de falar sobre conversas de ônibus. Isso mesmo. Desprovido de condução própria, pego ônibus todos os dias. E, a não ser o dia que eu acordo odiando o mundo inteiro e coloco meu fone de ouvidos no último, me isolando do resto do mundo, eu fico ouvindo a conversa dos outros. Principalmente quando o assunto é bizarro.

Já ouvi de tudo. E garanto que isso será tema de outros posts. Mas uma coisa é recorrente e irritante. Seja para dar referência de onde vai descer, ou perguntar se aquele ônibus para em tal lugar, sempre tem que fala do Terminal do GuaRdalupe.


Amores de minha vã vidinha, não existe o Guarda Lupe. O nome do Terminal de ônibus se chama assim, por causa da Igreja que fica no mesmo local. É uma homenagem a Nossa Senhora do Guadalupe, sem erre! A santa é padroeira da Cidade do México da América do Sul. Diz ser também a santa dos imigrantes.

A história conta que a Virgem Maria apareceu e fez brotar flores no deserto do México, além de deixar sua imagem estampada em um tecido que era frágil, tipo bobina de fax, que o conteúdo some pouco tempo depois. Porém, até hoje, o conteúdo do papel não sumiu. Ok, não é um milagre tão legal assim, mas rendeu a santa uma Igreja que foi erguida no local de sua aparição.

Então, a partir de hoje é terminantemente proibido, em todo o território nacional o sacrilégio de referir-se a santa, pensando no seu Lupe, que é Guarda de trânsito.

RapaduraCast 94 – Musicais Parte I

E olha eu novamente no melhor Podcast de cinema do Brasil. O assunto da semana foi musicais. Conversa muito divertida com Juras, PH, Mau e Lais Cattassini. Clique na imagem abaixo e confira.

Pode escolher o que vai comer.

E em Curitiba, em frente da Igreja do Guadalupe (que não é Guardalupe, o que vai render um outro post) uma promoção que chama muito atenção: noite da carne assada na zona. Clique para ampliar.

Ou seja, na quarta e domingo você tem mais um opção para escolher o que vai comer.

Doe um fone e salve uma vida. Várias vidas.

É difícil achar quem não gosta de música. Mas é mais difícil ainda achar quem gosta de boa música. Sim, música de verdade. Para não cair em uma guerra de gostos e estilos musicais, mudemos o rumo do texto.

Em 1977 o mundo conheceria uma importante invenção: o Walkmann. Isso mesmo! Um alemão inventou um jeito de ouvir rádio e fitas cassetes em qualquer lugar, por meio de uma aparelho ligado a um fone de ouvido. O invento virou febre por aqui no final da década de 80 e começo da de 90. Quem nunca teve um Walkmann colorido à prova d´água? Alias, se ele era à prova d´água eu nunca soube, mas nunca quis testar.


Depois vieram os disquemans. Aqueles que pulavam de faixa quando você andava mais rápido. Ou, que você tinha que levar 50 cds junto com o aparelho para garantir várias horas de diversão.


Agora temos Mp3, celulares, Ipods e Mp4 para ouvir nossas musicas favoritas. Portáteis e fáceis de usar podem ser levados a qualquer lugar. É só colocar um fone e pronto.


E é ai que mora o perigo: é só colocar um fone e pronto. A popularização desses aparelhos criou uma espécie de ser sociável que insiste em fazer com que todos no mundo ouçam o seu mau gosto musical. Alguns aparelhos tocam a musica em alto e bom som, para todo mundo escutar. E tem gente que usa seu “radinho” em lugar público, sem fone, achando que todo mundo tem que ouvir a merda que ele escuta.

Eu mesmo, em minhas constantes viagens do Boqueirão ao Centro de Curitiba (12 quilometros) cansei de ver “manos” ouvindo funk e hip hop no último volume. Ora bolas, não aluguei meus ouvidos para tal coisa.

Pensando nisso, estou enviando um recurso para as entidades e autoridades que cuidam de ações sociais para fazer uma grande campanha: a doação gratuita de fones de ouvido para pessoas com mau gosto musical. Isso mesmo, iremos arrecadar fones de ouvido e doar aos necessitados. É uma grande forma de combater o estresse, a fadiga e a encheção diária de saco dos OUTROS, já que o dono do aparelho acha que ele tem que compartilhar o seu mau gosto com o mundo.


Em Curitiba, as doações podem ser feitas nos terminais do Boqueirão, Carmo, Pinheirinho, CIC e Sitio Cercado, lugares com maior incidência de manos-com-aparelhos-que-tocam-músicas-inconvenientes. Para outras cidades, procure o foco de chatos sem fones e faça parte desta grande ação.

Seja solidário participe desta campanha, seus tímpanos agradecem e os meus também.

Rapadura Cast 93 – Animações que não são da Pixar e nem da DreamWorks.

Novamente fui convidado para participar do RapaduraCast. Dessa vez o assunto foi bem mais tranqüilo. Nada tão cult como Kubrick ou Poderoso Chefão, falamos de animações de estúdios menores. O resultado foi mais uma divertida conversa com @rapadura, @phsantos e a Tiago Siqueira. Clique na imagem e confira.