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A Louca da Osório.

Podia ser um filme de ação no maior estilo um Dia de Fúria, mas era real. O cenário foi a Rua Candido Lopes, no Centro de Curitiba.

Por volta das 16 horas, um Siena parou ao lado do ponto de táxi em frente a Praça Osório. A motorista, uma jovem grávida chamou a atenção de um taxista e avisou que ela estava armada, com uma bomba e iria se matar. Algo não muito normal. E para dar um pouco mais de realismo a brincadeira, atirou em direção a praça.

O disparo não pegou ninguém, ainda bem. Mas foi o suficiente para armar um circo. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) e Siate foram chamadas ao local onde começaram uma negociação com a jovem. Ruas ao redor foram bloqueadas, o coração do centro da cidade parou para ver o que acontecia.

A moça era filha de dois PMs, enteada de um PM e até mesmo namorada de um PM, este último o pivô da tentativa de suicídio. Ela, com seu carro estacionado no meio da rua, entrava, saia do veiculo com arma na mão, apontava o cano para sua cabeça, boca… e dizia que ira dar cabo de sua própria vida.

Porém, quem esperava ouvir que moça se matou e deu a luz ali mesmo, ou que os policiais fizeram como no Rio e metralharam a moça sem perguntar se o pó era dela ou ela tava só entregando, o final da história foi bem diferente.


Por volta da 20h, a moça ligou para a mãe e teve um rompante de “não vou morrer hoje”. Deu a ré no carro, acertando uma barreira de motos dos Policias Militares e fugiu, chegando a tempo em casa para jantar. Assim, sem mais nem menos. Os policiais até ameaçaram uma perseguição, mas nem rolou.


A moça, que se chama Emanuele Gabardo Fonseca entregou a arma para a mãe e foi internada pela família. Ela atirou em uma praça publica, furou o bloqueio policial e não foi presa. Incrível, mas real. Se em alguns lugares a polícia atira e depois pergunta, aqui eles não tão nem aí.

E para encerrar, analisando o perfil do Orkut da Louca da Osório, já era de se esperar o que ela fez, olha só. (Clique na imagem para ampliar)

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Antes de imprimir

O mundo virou ecochato. Sim. Com todas as discussões sobre aquecimento global, mudanças climáticas, camada de ozônio e tudo mais, virou moda fingir ser “ambieltamente resposável.” É a mesma moda, que fez há alguns anos, todo mundo ser socialmente responsável e adotar uma ONG para ajudar.

Clientes querem materiais em papel reciclato, embalagens tem que ser biodegradáveis e tudo tem que ser a favor do meio ambiente.

Recentemente baixaram uma lei para que todos os supermercados tivessem sacolas ecológicas. O resultado foi tão possitivo, que as sacolas se desmancham antres mesmo de você chegar em casa.

Agora, a moda é assinar os e-mails com mensagens do tipo “salve uma árvore, não imprima”.E para mostrar que estou ambientalmente engajado, assino meus e-mails assim:

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Guarda Trânsito: nem Deus escapa.

Outra hora, farei um texto sobre as profissões mais odiadas do mundo. E com certeza, “Guarda de Trânsito” estará entre os Top 5. Se você anda ou já andou de carro em Curitiba sabe exatamente o que isso que dizer. Não ter Estar (canhoto para parar no estacionamento regulamentado), passar no farol laranja, parar na faixa, tudo é motivo para ser canetiado por esses “cidadãos de bem”. As vezes, eles pedem um dinheiro para o café, o almoço, a janta e o happy hour e pronto tudo está ressolvido. Se não, ferrou: pontos na carteira alguns reais para desembolsar ao Detran.

Mas a foto que achei na rede é muito curiosa. Nem A Google, que é Deus, (onipresente, onisciente e onipotente) consegui escapar de um multa. Na foto abaixo o carro do Google Street View foi flagrado sendo multado por um guardinha.

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CSS, eu te odeio.

Semana passada, não teve mortal que não leu, viu ou ouviu algo sobre esta tal de CSS.Para quem não sabe what a whell, CSS é um novo imposto, que estão tentando criar. Ela é bem similar a CPMF, com algumas diferenças. A Contribuição Social para a Saúde seria permanente e com uma alíquota bem menor que o antigo imposto do cheque, 0,1% sobre a movimentação financeira dos cidadãos que recebem mais de R$ 3.080,00.

Com dois votos de diferença, adivinhem? O projeto foi aprovado pela Câmara. E ai começou o bafafá, o puta-que-pariu e tudo mais. Sim, mais um imposto para comer nosso rico dinheirinho. Mas sem alardes, todo mundo já sabia que isso ia acontecer. Não adianta mandar e-mail com o nome de quem votou a favor, fazer banner dizendo que é contra ou assinar petição via internet. Que nada, todo mundo sabe que não adianta resistir, quando o estupro é inevitável, relaxa e goza. E por favor, para de se fazer de vítima.

css: Cascading Style Sheets

A política brasileira é um grande maternal. Sim, só brinca o dono da bola. E quem quer brincar com ele, tem que seguir as suas regras, se não, o dono pega bola leva o brinquedo embora e ninguém mais brinca. Ou, a galera que não é a dona da bola, se junta, bate no dono da bola, rouba o brinquedo dele, e passa jogar segundo suas regras. Entendeu? Não? É simples: Oposição sempre vai atrapalhar situação e vice-e-versa. E por isso nunca. Eu tô falando nunca mesmo, nada vai dar certo.

A CPMF caiu por uma grande picuinha. E vai voltar por uma maior ainda. Se precisávamos de um novo imposto, eu não sei. Afinal, é estranho ouvir que falta dinheiro nos cofres públicos, quando anunciam recordes de arrecadação. Mas isso faz parte, todo mundo já deve estar acostumado que é assim e ponto final. E não adianta vir com discurso bonito, falando que é só votar certo, nas próximas eleições que esse tipo de coisa não acontece. Otimismo barato, as coisas aqui começaram errado e vão ser erradas para sempre.

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Dia de João Dória

Sou novo na carreira de publicitário. Ainda engatinho. Não criei muita coisa: conceitos para campanha de incentivo a vendas, displays de PDV, malas diretas e alguns e-mails marketings. Já veiculei anúncios em revistas locais e já fiz muitos textos de folhetos para banco, telefônicas e até mesmo escritórios de cosultoria jurídicas para orgãos públicos, este último não me orgulho muito, não. Mas nunca inventei um dia.

Quem sabe no futuro, no ápice da criatividade para resolver um job osso, eu tenha uma grande idéia como a de João Dória.

Em 1949, as Lojas Clipper de São Paulo precisavam alavancar suas vendas no mês de julho. Eles queriam fazer uma grande comunicação, algo grandioso, estupendo e arrumar um motivo para vender, em mês que não tem nenhum “feriado comercial”.

Então Dória, com toda a genialidade publicitária, tascou logo um conceito que mudaria o curso da história do comércio: “Não é só com beijos que se prova o amor” e tava feita a merda. A moda pegou. Todo mundo queria provar, ou demonstrar, ou até mesmo comprar o seu amor com um presentinho. E assim surgiu o Dia dos Namorados no Brasil.

É sério, não to brincado. Hoje, o 12 de junho é a terceira data comemorativa com mais volume de vendas, só perde para o Natal e o Dia das Mães. É um dos dias em que mais se vende flores tirando Finados e também o Dia da Mães. Os moteis lotam, os restaurantes dobram o preço e milhões de presentes são entregues. Laços, fitas, perfumes, mas nada de vale CDs. E aí de quem esquecer.

O dia mais meloso do calendário nasceu de uma necessidade de vendas. Ou seja, invés de corações, enfeitemos tudo com cifrões.

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