Como foi a F1 em 2008?

Não há dúvidas que a temporada de 2008 foi a melhor dos últimos anos para a Fórmula 1. Foram 18 corridas com 7 vencedores diferentes, onde 3 deles conquistaram o alto do pódio pela primeira vez. O título foi decidido na última curva, da última volta, da última prova. E infelizmente não foi favorável para o Brasil. Mesmo assim, sobram méritos para Felipe Massa.

O piloto brasileiro venceu 6 corridas, 1/3 das disputadas, somando 97 pontos. Se não começou bem, ficando no zero nas duas primeiras corridas, partiu para uma recuperação surpreendente e mesmo com pequenos erros da equipe em Mônaco e no Canadá, chegou a liderar o campeonato na França. Mas a Ferrari, brilhante com Schumacher há tantos anos, mostrou-se perdida sem Jean Todd e Ros Brown. Errou feio. Várias vezes. Perdeu um motor na Hungria, quando Massa liderava de ponta a ponta e cometeu a trapalhada histórica do pirulito eletrônico, quando liberou o piloto brasileiro para sair do pit quando a mangueira de reabastecimento ainda estava no carro. O resultado foi a perda do campeonato por um ponto. Então, Massa só não foi campeão por causa da Ferrari.

Hamilton errou menos que ano passado, quando perdeu o título ganho. Porém, cometeu dos seus deslizes novamente. Podia ter saído do Japão como campeão. Mas no fim, fez tudo direitinho, administrou sua vantagem e fez o que precisava para sagrar-se campeão. Chegou em quinto em Interlagos, graças ao pneu de pista seca do Glock, que na ultima curva não agüentou. É mais demérito da Ferrari do que mérito do jovem inglês, este título.

Massa e Hamilton não tiveram ajuda de seus companheiros. Kimi esteve o ano inteiro apagado. Apesar de fazer a volta mais rápida em quase metade das corridas, chegou a ficar 4 provas sem pontuar. Mesmo assim, deu uma mão para a Ferrari a levar o caneco de construtores. O que não aconteceu na rival britânica, que teve o péssimo Kova que ganhou na Hungria, graças ao motor do Massa, mas não fez mais nada.

A surpresa, sem dúvida nenhuma, é Vettel. Com uma STR deu show. Foi pole, ganhou na Itália, deu trabalho no Brasil e terminou o campeonato em na oitava posição com 35 pontos. Kubica também foi destaque. O polonês ganhou sua primeira corrida no Canadá, mesmo lugar que sofreu um terrível acidente, ano passado. Terminou o campeonato em 4º, com 75 pontos, mesmo valor de Kimi.

Alonso mostrou o talento de um bi-campeão e ganhou duas seguidas. Elevou o Renault a um ótimo patamar e fechou o campeonato em 5º. Sem dúvida é o piloto mais completo do grid, se a equipe ajudar, ano que vem entra na briga.

Piquet Jr foi bem irregular. Era excelente em algumas provas e pífio em outras. Mesmo assim, conquistou uma importante marca: 19 pontos, a melhor marca de um estreante brasileiro.

A Honda não melhorou. Mas Barrichelo estava mais motivado. Levou o tenebroso carro ao pódio e marcou 11 pontos na temporada, a que pode ter sido a última da carreira do injustiçado piloto.

Com esse cenário a Formula 1 se despede de Interlagos, consagrando Felipe Massa como um ótimo piloto, mas infelizmente dá o título do ano para o jovem inglês Lewis Hamilton. Ano que vem, tem mais. Motores devem durar 3 corridas, pneus slicks e tudo mais. Será um campeonato tão competitivo quando o de 2008. Mas esperamos que o grito que se ouça, depois da última curva, da ultima volta, da última prova seja: “Felipe Massa, do Brasil, é campeão.”.

Mais respeito com o Rubinho.

A temporada 2008 de Fórmula chega ao fim hoje. Daqui a pouco será dada a largada em Interlagos para definir quem será o campeão mundial. Há anos, não tínhamos piloto brasileiro com chances, mesmo que pequenas, de erguer o caneco. Porém, nesse meio tempo tivemos um grande personagem no mundo da Formula 1 que pode estar dando o seu adeus às pistas.

Tudo indica que será a última corrida de Rubens Barrichelo na Fórmula 1. Ele ainda tenta a todo custo negociar sua permanência na Honda ou um contrato com a STR, mas ainda não obteve nenhum sucesso. A importância de Rubinho é posta em xeque a todo o momento, culpa da exigente e ingrata torcida brasileira que nunca reconheceu o talento do piloto.

Sim, Barrichelo nunca foi campeão mundial. Mas além de dono do recorde de maior número de GPs corridos, coisa que se ele fosse ruim não teria conquistado, ele tem outros números incríveis. Até aqui foram 269 corridas e 9 vitórias. Ele é  6º maior pontuador da categoria com 530 pontos e divide com David Choultard a 4º posição entre os pilotos que mais subiram ao pódio, estourando o champanhe 62 vezes. Além de 14 poles postions (duas delas com as fraquíssimas Jordan e Stewart) e 15 melhores voltas.

Alguns episódios mancharam sua carreira, como a obrigação de ser escudeiro de Shumacher na Ferrari e a ridícula chegada do Grande Prêmio da Áustria de 2002. Porém, não podemos jamais esquecer de sua heróica primeira vitória, saindo do 17º lugar e chegando sobre forte chuva com pneus de pista seca, na Alemanha.

Ou do X no Schumacher na França, com a fraca Stewart.

Esse ano, chegou ao pódio com Honda, o pior carro do Grid, no Grande Prêmio da Ingleterra.

É por essas e outras que os torcedores deviam ter mais respeito e principalmente gratidão por Rubens Barrichelo, afinal, depois de Senna e antes de Massa foi ele que representou, bem ou mal, nosso país na categoria máxima do automobilismo mundial.

Infelizmente, depois de tanta sacanagem da Ferrari, o brasileiro deu uma banana para a escuderia Italiana e foi para na fraquíssima Honda. Onde tenta, tenta, tenta chegar bem, mas o carro nunca ajuda. Se ficar para o ano que vem terá a vantagem de ser o piloto mais experiente do Grid, e já ter corrido de pneus lisos, nova regra para a temporada de 2009.

Enquanto isso ficamos na torcida para um bom desempenho, mesmo que razoável no GP do Brasil e que o povo brasileiro esqueça as chacotas e reconheça o talento de Rubens Barrichelo.

Curitiba, eu te traí.

São Paulo

Peço desculpas Curitiba, mas te traí. E como não gosto de relações mentirosas e mal resolvidas, decidi expor o que aconteceu. Mas por favor, não pense que já fiz isso com várias. Pelo contrário, sempre resisti bravamente e, mesmo quando fui tentando, lembrei que meu amor por ti era incondicional e que você sempre foi a mais bela. Porém, os últimos fatos ocorridos revelaram outro sentimento. Um deslumbramento que fez meu coração palpitar por outra.

Ainda não sei qual o foi real motivo, mas assim que fitei os olhos ainda ramelentos depois de uma longa viagem, me apaixonei. E esse sentimento foi crescendo cada vez mais e mais. Seja nos goles de frapuccino do Starbucks, ou na fila do metrô. No barulhento El Malak, ou no abafado Saraeivo.

Starbucks

A cultura dela me chamou a atenção. Não só por sua diversidade e variedade, composta por pessoas tão diferentes entre si. Mas também pela quantidade de cinemas, teatros e espaços culturais, que infelizmente deixam você Curitiba, no chinelo. Sim, se vê menos verde, menos parques, mais carros, mais gente e poluição. Mas vê-se também a simpatia das pessoas, que te tratam bem, às vezes até de mais.

Ao contrário do que todos disseram, ela não era feia, perigosa e escura. Tinha uma beleza diferente, não convencional, incomparável com a sua Curitiba. E o melhor: a outra, topa fazer tudo e a qualquer hora, não é que nem você, fresca que sempre tem as mesmas coisas pra fazer e dorme cedo.

Com todos esses encantos, já faço planos de te deixar Curitiba. Assim que puder, assim que der, assim que conseguir. Quero vôos mais altos, em lugares maiores. Onde as pessoas se falam, andam, lêem, pegam metrô vestidas de Pikachu e não são tão fechadas. Quero viver no meio dos que falam alto. Ta bom, não tão alto.

Reafirmo que ainda quero manter por mais uns anos, essa relação que já tem mais de 20. É muito tempo para se largar por um final de semana feliz com outra, porém, fique sobre o aviso de que, mesmo estando contigo, penso muito, mas muito em outra. Te trocarei com a mesma frieza que sempre admirei em ti.

A Polícia, o seqüestro, a imprensa e tudo mais.

E pronto senhores, agora temos mais um assunto para ficar a semana inteira, quiçá o mês, estampado as capas dos jornais: o caso Eloá. Claro que foi um crime brutal, um exemplo de psicopata que mora ao nosso lado e nunca vemos, porém tomadas as proporções das 100 horas de seqüestro e do trágico desfecho do caso, a imprensa, sempre ela, foca agora em assuntos secundários enquanto deveria analisar o verdadeiro X do problema: a falta de preparo de nossos policiais.

Alguém se lembra do ônibus 174? A história que recentemente foi trazida por Bruno Barreto aos cinemas e foi o filme escolhido pela Ancine para o Brasil concorrer ao Oscar? Foi algo parecido. Um seqüestrador que fez reféns em ônibus e, na hora de resolver tudo, à polícia se apavorou. O tiro do policial tinha o bandido com endereço, porém, a um palmo, ele conseguiu errar e matar a mocinha.

Dessa vez, ninguém pensou em matar o bandido. Pobre coitado, um jovem psicologicamente abalado, agindo por excesso de amor. Mas ninguém contou que o rapaz, que chegou a chamar cartolas do São Paulo para negociar, poderia se irritar com a invasão atrapalhada, em meio a bombas e escadas penduradas e atirar nas duas moças.

Duas, que poderia ter sido uma, se a amiga da pivô de todo o esquema não tivesse voltado para apaziguar a situação. Enfim, o dobro de riscos na operação e o dobro de vítimas alvejadas. O fim da história não foi nada heróico. Não vimos um “Tropa de Elite”, onde os melhores policiais da corporação, que só ocupam este cargo depois de passar por um treinamento árduo, aniquilando o mal, custe o que custar. Vimos a vida de uma menina de 15 anos ser interrompida por um motivo banal depois de uma negociação de 100 horas.

Os Direitos Humanos impediram o tiro de Sniper que atravessaria o crânio da pessoa certa. E por que não colocaram tranqüilizantes na comida? Por que não invadiram o local enquanto o louco dormia?

O que tudo mundo sabe é que a polícia anda ruim das pernas. Aliás, até esses dias a polícia atirava na própria polícia. Como confiar? Como acreditar que se um dia precisarmos dessas autoridades elas serão eficientes.

Enquanto isso acompanhe a maciça cobertura dos grandes veículos, que agora irão expor qualquer detalhe inútil deste caso, afinal desgraça sempre deus audiência.

Acampamento

Viajo semana que vem para São Paulo. Estou livre de um velho problema: ficar longe da Internet. Tenho notebook, celular, posso me conectar de qualquer lugar.
Vasculhando bancos de imagens, procurando fotos para uma campanha de uma operadora elefônica, achamos o lugar ideal para um acampamento de Nerd. Confira:

contribuição da Fa.