Como sobreviver 2 dias em Curitiba.

Blogcamp PR 2008

Dia 5 e 6 rolará o BlogCampPR dentro do Fórum de Mídias Digitais e Sociais. Se você vem de fora precisa muito, mas muito mesmo, ler esse guia.

Curitiba é uma cidade linda, bela e gostosa de se viver. Mas como nada é perfeito ela tem um grande defeito: os curitibanos. Antes que alguém fale, “a, você é de fora, por isso está falando isso.”, deixo claro que sou um autêntico curitibano, chato como todos.

Começamos dizendo que sim, os curitibanos são fechados. Aquele velho ensinamento das mães de não falar com estranhos é aplicado a risca, dos 2 aos 80 anos. E na categoria “estranhos” (não estranhos de esquisito, mas sim de desconhecido) estão seus vizinhos, colegas de trabalho e até mesmo parentes.

Ao entrar ou sair do elevador, ao receber o troco do ônibus ou qualquer outro tipo de comércio, você nunca vai ouvir “bom dia” ou “boa tarde”. Saudações ou cumprimentos são palavras proibidas que, quando você fala, diz com muita vergonha de ser inconveniente.

No trânsito, não tem pra ninguém, os mais barbeiros são curitibanos. Não existe seta, faixa de pedestres e ninguém dá a vez para ninguém. Falando em vez, curitibano adora fila, juntou mais de duas pessoas, em um minuto tem 10 atrás, mesmo que o primeiro tenha só parado para amarrar o tênis.

Se, sobra uma cadeira na mesa de um bar e falta uma em sua mesa, nem pense em pedir, por gentileza, para usá-la. A(s) pessoa(s) da mesa vaga olhará(ão) para você com uma cara de “pega logo e não incomoda” ou, simplesmente te ignorarão até você ir embora.

Curitiba dorme cedo, não é em qualquer lugar que você achará, por exemplo, uma pizza 1h da manhã. No quesito segurança é como em qualquer cidade grande, não dê bobeira em qualquer lugar. Principalmente nos terminais. Aliás, alguns terminais de ônibus possuem passagens de níveis subterrâneas, lembrando a galeria em que acontece o estupro de Irreversível. A noite, tem mendigos dormindo, pessoas vendendo pães de queijo e dvds piratas. Se precisar passar por lá, tome cuidado.

Anote também um pequeno dicionário de palavras genuinamentes curitibocas e que os forasteiros devem conhecer.

  • Piá: Pessoa jovem do sexo masculino. O mesmo que menino, garoto ou guri.
  • Vina: Ingrediente principal do cachorro quente. O mesmo que salsicha.
  • Panificadora: Estabeleciomento que vende pães e coisas do gênero. O mesmo que padaria.
  • Sinaleiro: Instumento lumunioso que controla o trânsito em cruzamentos ou travessias. O mesmo que farol, sinal ou semáfaro.
  • Vileiro: Grupo social de classe menos abastadas que traja-se com as mesmas vestimentas (roupas ou rosa, ou azul ciano, XXL com o número 55) e sai aos domingos, quando a passagem de ônibus é mais barata, para assaltar turistas e descuidados em geral. O mesmo que “mano” ou maloqueiro.

Mas calma, ao contrário de toda essa chatice, prometemos muita receptividade a todo mundo que vem para o FMDS e/ou BlogCampPR. O pessoal do Curitblogs está até se organizando para hospedar todos aqueles que vêm e não querem gastar com estadia. Se você está interessado em ficar na casa de alguém deixe um recado no site oficial do evento.

Sejam bem-vindos a Curitiba. A capital com mais chatos por metro quadrado do Brasil.

Você é chato?

A Sunset Comunicação, agência de Marketing Direto quer mostrar para todo mundo que MKT Direto não é chato. E sim, uma importante ferramenta de comunicação que está no dia-a-dia das pessoas e, diferente da comunicação de massa, é especifica e personalizada tratando cada indivíduo como ele é. Para mostrar como funciona a 3ª geração do Marketing Direto, lançou esse hotsite. Clique aqui e confira.

E você é chato? Dentro do site há um teste rápido, com 10 perguntas que responderão essa questão, o Chatometro. Além de divertido pode render a você um brinde bem bacana: um bermudão da Sunset. Os 100 melhores colocados, ou seja, os que não forem chatos, faturarão a bermuda. Para participar é necessário preencher um pequeno cadastro, afinal, se você ganhar o pessoal tem que saber onde entregar.

A Sunset está concorrendo um dos principais prêmios de Publicidade do País, o Caboré. Se você é assinante do Meio e Mensagem, vote Sunset no Caboré.

O verdadeiro futuro talento.

Depois da eletrizante decisão do campeonato de Fórmula 1, as equipes já estão testando as adpatações dos carros para o ano que vem. Mais do que isso, algumas escuderias ainda não fecharam os seus staffs para 2009 e utilizam os testes para ver qual piloto pisa mais fundo e ocupurá o posto do time oficialmente.  É o caso da Honda, que infelizmente deve dar cartão vermelho para o experiente Rubinho Barrichelo e por acordo com a nova fornecedora de combustível, a Petrobrás, colocar outro jovem brazuca no lugar.

Para os primeiros testes chamaram dois novos talentos do automobilismo brasileiro. Um deles foi Bruno Senna. A imprensa, é lógico, caiu em cima. Fez do teste um grande evento. Tudo por causa de seu sobrenome. Resgataram imagens de arquivos da primeira vez que seu tio testou uma Willians, sua estréia na Fórmula 1, os títulos, a história e tudo mais. Badalharam o guri até dizer que chega.

Bruno Senna testando a Honda

Bruno Senna, testando a Honda

Infelizmente, injusta como sempre foi a imprensa, esqueceram que outro fantástico piloto também testava a tartaruga japonesa: Lucas di Grassi. O piloto de 24 anos entrou na GP2 em 2006, mas não fez uma boa temporada. No ano seguinte, disputou o título com o maldito Timo Glock e foi vice-campeão. Seu desempenho rendeu um contrato de piloto de testes da Renault. Mas para não ficar de molho e perder rendimento, decidiu voltar a GP2, entrando na 7ª prova do campeonato. Para quem achou que ele só ia marcar presença, Di Grassi deu show. Ganhou 3 corridas, uma a mais que Bruno Senna e, sem correr nas 6 primeiras etapas, ficou em 3º no campeonato, apenas 12 pontos atrás do campeão Pântano e um ponto atrás de Bruno Senna.

Lucas Di Grassi, testando a Honda

Lucas Di Grassi, testando a Honda

Então, abutres da imprensa esportiva, esqueçam o sobrenome e foquem no talento. Quem merece um posto na Fórmula 1 é Lucas di Grassi, mas de preferência em algum lugar bem melhor que a Honda.

O grande recorde do cinema.

Nem toda a evolução da tecnologia de como filmar, rodar, divulgar e distribuir um filme tirou o posto de “E o vento levou” como o filme com maior bilheteria da história do cinema.

Os números são mais que impressionantes. Corrigidos pela inflação e atualizados para os valores de hoje são mais 3,1 bilhões arrecadados. O que o coloca no Guinness Book, o Livro dos Recordes, como o filme com a maior bilheteria do mundo.

A produção é de 1939, bem diferente de toda a tecnologia de hoje. E é um dos únicos filmes que, ao longo do tempo foram, reexibidos no cinema e obtiveram lucro.

O filme que tem como plano de fundo a Guerra Civil americana e quase 4 horas de duração, tem uma série de peculiaridades e curiosidades. Por exemplo, foi o primeiro filme em cores a ganhar o Oscar de Melhor Filme. E além do prêmio máximo, em 1940, levou mais 9 estatuetas.

Para o papel principal, mais de 1400 atrizes foram entrevistadas e a decisão por Vivien Leigh só foi tomada depois do começo das filmagens.

A primeira cena gravada foi a do incêndio de Atlanta, produzida nos próprios estúdios da MGM. Eles colocaram fogo em sets de filmes antigos e gravaram quase duas horas do fogo. Os vizinhos do estúdio ficaram com medo e acionaram os bombeiros, acreditando que o incêndio era real.

Por fim, vale dizer que no mundo inteiro mais de 120 milhões de pessoas assistiram a história de Clark Gable e Vivian Leigh. Ou seja, E o Vento Levou é o filme mais assistido em toda história do cinema, um recorde absoluto.


Falando em recorde, O Leitor Voraz lançou uma superpromoção do Guinness World Records 2009. (clique aqui e veja o site oficial). O blog que postar um recorde e tiver mais comentários ganha DOIS Guinness World Records 2009, autografados por 2 recordistas mundias: Rico de Souza, o surfista que liderou o maior número de surfistas em uma única onda (84 surfistas) e a russa Svetlana Pankratova, que tem 1,96m de altura e 1,32 só de pernas. São dois livros: um pra mim e um para o melhor comentário postado no Salve a Rainha.

Então, basta bombar o Salve a Rainha de comentários para assim sairmos eu e você com um livro novo para por na prateleira. Combinado?

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UPDATE: Acabei não colocando o resultado da promoção, aqui no Salve a Rainha.

Infelizmente, depois de toda a força e comentários, não fui o felizardo vencedor. O livro ficou com Marcos Freitas do blog Passageiro do Mundo, como vocês podem coferir no Blog do Leitor Voraz. Obrigado mesmo assim e ate as próximas.

A Ciência do Churrasco – O Truco

Na série de posts entitulados como  “A Ciência do Churrasco”, proposto pelo Nerd Curitibano, não poderíamos deixar de falar de um jogo marcante em qualquer “xurras” que se preze, o truco.

Normal, depois de todos se empanturrarem de carne, lingüiça, farofa, pão e, é claro, muita cerveja, alguém berrar em busca de um baralho.

A origem do truco é incerta. Dizem que é uma adaptação de um jogo inglês, que foi trazido por imigrantes espanhóis, que foi difundido no Brasil pelos tropeiros em suas viagens Viamão-Sorocaba. Porém, ninguém sabe com exatidão como o jogo nasceu.

O jogo também não é disputado da mesma forma no Brasil inteiro. As regras variam de região para a região. Mas o funcionamento é quase o mesmo: duas duplas, que jogam 3 rodadas por jogada. O objetivo é ganhar duas. Ou, em caso de empate na última rodada, o vencedor é quem ganhou a primeira. O 8, 9 e 10 não entram no jogo, ou seja só são usadas 40 cartas. A ordem crescente das cartas é 4, 5, 6, 7, Q, J, K, A, 2, 3. E existem também as “manilhas”, as cartas mais fortes. Em alguns estados, essas manilhas são fixas, já em outros vale a carta posterior a “vira”, ultima carta retirada do baralho no carteado: por exemplo,  se virou um 7, as manilhas as damas.

O nome das manilhas também varia de estado para estado. O Gato é conhecido como Zap em algumas regiões. Assim como o mole, pode ser chamado de salmoura, pica-fumo ou simplesmente ouros. Quando se recebe uma manilha é comum dar sinal para o parceiro, para assim ambos traçarem a melhor estratégia para vencer.

Piscar um olho = Zap (Gato)
Fazer um montinho na bochecha usando a língua = Sete Copas (Copas)
Subir as sobrancelhas = Espadilha (Espadas)
Mostrar a ponta da língua = Pica Fumo (Ouros)

Ganha quem marca 12 tentos (pontos). Sendo que, cada rodada vale um ponto, que pode ser aumentado para 3, 6, 9 e até 12, basta berrar o nome do jogo. E essa é a grande graça: o berro intimidador de truco, fazendo seu adversário correr para longe. Ou, se ele for mais “facãozeiro” que você, erguer para seis e berrar mais alto ainda. O blefe, sem dúvidas, é parte mais importante do jogo. E ser malandro, e olhar uma carta aqui, trocar outra ali, também é essencial.

Mas cuidado com o que aposta. Já vi gente ficar pelada, pagar muita cerveja, sem contar no famoso vídeo do bêbado que apostou o que não devia em uma partida. O legal mesmo é jogar para se divertir, berrar do ouvido do adversário e comemorar com o parceiro.

Lembrando que esse é um jogo muito comum no meio universitário. É uma das duas coisas mais importantes que você aprende na faculdade. A outra, não posso falar, infelizmente é ilegal.


Confira outros textos da Ciência do Churrasco nos blogs abaixo:

Nerd Curitibano (Pablo) – Como fazer o fogo

Nerd Curitibano (Luciano) – 2 maneiras divertidas de esfriar cerveja

Anel de Caveira - 2 maneiras rápidas de esfriar cerveja

Aguinelo Pedroso – Churrasco e baseball

Caraleo A4 – Como salgar a carne

Controle Remoto - Top 5 filmes com churrasco

Salve a Rainha – Truco e Churrasco

Nerd Curitibano (Pablo) – A melhor forma de acender o fogo

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