Forum de Midias Sociais e Digitais – Dia 2

FMDS – Dia dois, 6 de Dezembro

Depois de me acabar nas panquecas e bebidas do Blue Bell acabei falhando na cobertura do segundo dia do FMDS. Porém, uma busca rápida no Twitter Search ou em blogs do povo que participou podem deixar vocês a par de tudo que foi dito no sábado, dia 6 de dezembro.

BlogCampPR

No BlogCampPR, foi continuado o projeto do Blog Tantas Nuvens, que logo logo estará no ar. Foram debatidas questões sobre a produção de conteúdo, referências, Creative Commons, métricas de aferição de resultados e a boa e velha monetização. Além de uma palestra do Hot Words.

Para encerrar, rolou uma superfesta no Off Road, com direito a Dj Blogueiro e tudo, Neyl Walecki apavorou no som e fez todo mundo dançar.

Agradeço a parceria de todos que vieram de perto ou de longe e prestigiaram o evento. Troquei muitos cartões, conversas e experiências com muita gente. Só ainda não achei a blogueira para chamar de minha.

Ano que vem tem mais.

Forum de Midias Sociais e Digitais – Dia 1

O Fórum de Mídias Digitais e Sociais começou com tudo. Mais de 100 pessoas se reuniram nos eventos na parte da manhã e da tarde, do dia 5 de dezembro, para discutir assuntos relativos à tecnologia, blogs e mídias sociais. Confiram o que foi discutido nas palestras do dia 5 de dezembro.

FMDS: Primeiro dia – 5 de Dezembro.

Palestra Um

Foto: Fugita.

A primeira conferência do FMDS foi realizada por Manoel Fernandes da Revista Bites; Rafael Coraço da Abril Digital; Carolina Terra da Agência Ideal; Felipe da 91 Rock e Dani Koetz da Garage Interactive, e o tema foi convergências de mídias.

Os palestrantes afirmaram que as “novas” mídias não vão substituir às antiga,s afinal a tendência é a convergência e não a “briga” entre o velho e o novo.  Rafael Coraço destacou que “ninguém vai matar ninguém”, mas sim haverá, como já começou a haver, uma espécie de colaboração entre as mídas. Ele destacou também que muitos blogueiros têm fontes mais relevantes que os jornalistas, mas brecou a velha (e chata) discussão de blogs x jornais.

Carolina Terra lembrou que não importa a formação acadêmica, mas sim a qualidade de conteúdo produzido. Ela destacou que cada vez menos haverá fronteiras entre as mídias e a tendência é que as empresas finalmente entendam como tudo isso funciona. Afirmou também que há pesquisas acadêmicas sobre o assunto, porém há um “obscurantismo” na abordagem desse tema, e uma forte resistência da “velha guarda” da academia.

Dani Kotez destacou que projetos mais ousados são difíceis de aprovar. Os clientes investem mais em Publieditoriais, porém, ela comenta que os eles ainda confundem posts com pauta de jornal, tentando empurrar textos engessados para os blogs, Ela destacou também que há poucos especialistas no assunto, afinal é algo que muda todos os dias.

Felipe destacando que as redes sociais não são feitas só de tecnologia, mas principalmente por pessoas que produzem conteúdo e outras que consomem esse conteúdo produzido.

Palestra Dois

Foto: Fugita.

Alê Félix da Amarula com Sucrilhos; Tiago Veiga do POP Internet; Rafael Ziggy do Sim Viral, Gilberto Jr da Amanaiê e Wagner Fontoura do HiTech Live Blogs.

A palestra girou em torno do velho e bom assunto de publicidade em redes sociais. Os palestrantes discutiram, em momentos até de maneira mais enérgica, o uso de publieditoriais (posts pagos). Enquanto Alê Fenix disse que não apóia a prática e prefere vender espaços em banners sem interferir no conteúdo de seus sites, membros da platéia e até mesmo os palestrantes defenderam os publieditoriais desde que eles sejam claramente expostos e, principalmente, sejam relevantes ao nicho do blog.

Gilberto Jr disse que não é só o dinheiro que atrai os blogueiros .O que as empresas e agências fazem é “seduzir” os produtores de conteúdo, prometendo algum benefício. Ele destacou também que alguns conteúdos que não parecem relevantes podem ser eficazes por causar estranheza e  do contraste com o assunto principal do blog.

Rafael Ziggy lembrou que se consegue relevância produzindo conteúdo de qualidade o que dá destaque ao blogueiro.

Amanhã, dia 6 de dezembro, a partir das 9 horas, acontece o segundo dia do evento.

E o BlogCampPR?

No BlogCampPR a proposta apresentada foi a criação de um blog com a ajuda dos participantes. Desde a escolha do tema, o registro do domínio, a escolha da melhor plataforma, ferramentas de SEO e otimização, a produção do conteúdo e tudo mais.

A sala contava com mais de 50 pessoas e sobre a batuta de Neyl Waleki, Claudia Regina, Bruno Mendonça, Carol Reine e Guilherme Nagüeva, as desconferências rolaram.

No começo, para instigar a escolha do tema, foi apresentada a importância que tem o tema de um blog. Afinal, existem vários nichos que são extremamente explorados, como blogs de humor e tecnologia, e outros que não são lembrados na blogosfera, porém poderiam ter público cativo. A relevância também foi abordada de uma maneira bem ampla, já que tudo pode ser relevante desde que exista um público para esse assunto.

O tema escolhido, que instigado pelos mediadores deveria ser algo “diferente”, foi nuvens. Amanhã, será continuada a elaboração do layout do Blog e da produção do conteúdo do mesmo. Além das desconferências já previstas sobre Produção de Conteúdo e Resultados.

Qual a verdadeira face dos brasileiros?

Clichês de Natal

Quando entrei no dia 8 de novembro em uma grande loja de departamentos e ouvi “Então é Natal” da Simone, tocando ao fundo, lembrei que nos aproximávamos da maldita data. Hoje, a um mês da comemoração, resolvi apresentar alguns clichês natalinos.

Clichês não têm nada a ver com tradição. São aquelas coisas irritantes que as pessoas fazem próximas ao Natal, mas que se ninguém fizesse, o Natal, continuaria sendo Natal.

Não vou condenar quem bota pisca-pisca em casa, decora pinheirinho e põe Papai Noel na chaminé. Alias, diria que nem 1% das casas brasileiras tem chaminé. Mesmo estando em um país tropical, vestimos o bom velinho com roupa grossa e imaginamos ele chegando no meio de muita neve. Sendo que em pouco lugares do Brasil vemos neve. Vai entender.

O problema é do povo que põe Simone pra tocar, desenterra “O Homem de Nazaré” do Chitão e Xororeba, ou qualquer outra musica natalina. Não precisa de musiquinha chata, que toca só uma vez por ano. Já sabemos por que, como e onde nasceu o Natal, então não vem com melodia pobre e coral das meninas de Petrópolis porque meu ouvido não é penico.

E se o assunto é música, lembramos de cara dos especiais de Roberto Carlos, o “rei” fanho apresenta, todo ano, o seu manjado especial da Rede Globo. Mais clichê que isso, impossível. Até a chamada do programa é igual. Mais que isso, o canal do plim plim entope a programação com lixo natalino: especiais, historinhas e tudo mais.

Outra coisa que rola muito são os filmes sobre Jesus. Sem dúvida é Ele importante, afinal o Aniversário é Dele. Mas no maior país católico do mundo é impossível que alguém não conheça a história do “Cara lá de cima”. Pra que passar todo o ano a mesma coisa? Bota um filme mais legal, com uma história nova.

Mensagens de amor e união são outro clichê. Quer dizer que só nas últimas semanas do ano é preciso ter esperança, fé e bons pensamentos no coração? Só perto de 25 de dezembro é que temos que desejar saúde e paz para o próximo? Esses votos não deviam ter validade e nem data certa. Soa como obrigação ou hipocrisia, ou quem sabe os dois.

Por fim, os presentes. Brasileiro é tão burro, tão burro, que torra o 13º com presentes para a família inteira. Deixa eu explicar: família é pai, mãe, irmão e filho. O resto você não dá presente, dá lembrança. Nada de gastar dinheiro com o primo de terceiro grau que vai na ceia na casa da sua vó. Alias, ceia que todo ano tem a mesma coisa, é o mesmo cardápio, com as mesmas bebidas e as mesmas falas de todos.

Como criativo me nego a participar de clichês de Natal. Não quero saber de musiquinhas, Natal do Palácio Avenida, especial do Rei ou filme de Jesus. É só mais um feriado comercial para o povo gastar seu rico dinheirinho. E o pior de tudo: é igual carnaval, tem todo ano.

Frases de Machado de Assis

O Site Mil Casmurros está propondo a leitura coletiva de Dom Casmurro, uma das principais obras de Machado de Assis. Como fã incondicional do autor, não pude deixar de contribuir. Confira aqui o meu trecho preferido.

Para completar, separei algumas outras frases famosas do autor.

  • “Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.
  • “Há coisas que melhor se dizem calando.”
  • [Frase final de Memórias Póstumas de Brás Cubas,1881]:
    “Não tive filhos não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.”
  • “Muitas coisas melhor se diz calado,pôs o silêncio não tem fisíonomia, mas as palavras sim muitas faces.”
  • “A Gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz.”
  • “Está morto: podemos elogiá-lo à vontade.
  • “Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar.
  • “Para as rosas, escreveu alguém, o jardineiro é eterno.”
  • “A melhor definição do Amor não vale um beijo.”
  • ‘…ao vencedor, as batatas.”
  • “Maria Benedita era mulher, posto que mulher, esquisita.”
  • “Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar.”
  • “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” De fato, como alertado por comentário, a frase utilizada por Machado de Asssis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas é de William Shakespeare, em Hamlet.