TOP 5 Filmes que se passam no Natal, mas não são sobre o Natal

Na programação da televisão, seja em canais abertos ou pagos, os filmes de Natal são sempre os mesmos. Coisas chatas e sem criatividade que vão falar de Papai Noel que sumiu e não pode entregar presentes, ou contar a história que todo mundo, seja religioso ou não, conhece desde guri: o nascimento de Jesus.

Para isso, separei uma lista de 5 filmes que se passam no Natal, mas não exaltam a data de tal maneira.

5 – Gremlins (Gremlins, 1984)

gremlins

O que Gremlins tem a ver com Natal? Tudo. Afinal, Rand Peltzer, inventor maluco, resolve dar um presente diferente a seu filho Billy e, de última hora, compra em Chinatown um bichinho fofo e curioso chamado Mogway. Porém, ele não atenta para as três regras para cuidar da bola de pêlos: não deixar entrar em contato com a água, não expor a luz e não alimentá-los após a meia-noite. Obviamente, o filho dele faz tudo errado é da origem aos Gremlins, bichos maléficos hiperativos.,

Se você ainda não viu esse filme, ou alguma continuação, você não é humano. Clássico da Sessão da Tarde.  Nota 6/10.

Compre aqui

4 – Esqueceram de Mim 2 – Perdido em Nova Iorque (Home Alone 2: Lost in New York, 1992)

esqueceram

Por que o 2? Porque é uma das raríssimas exceções que a continuação é melhor que o original. Kevin, o mesmo pentelho que tinha ficado para trás nas férias do ano anterior, dessa vez embarcou no vôo (ainda com acento!) errado e foi para em Nova Iorque, enquanto sua família insuportável foi para a Flórida.

O muleque, com o Cartão do pai, vive dias de rei em um hotel granfino de NY. Porém, é atormentado pelos mesmos bandidos que tentaram entrar na casa dele, no ano anterior. Se você não viu esse filme, também não é humano. Clássico irritante da Sessão da Tarde. Nota 5/10.

Gostou? Compre aqui

3 – Um Homem de Família. (The Family Man, 2000)

homem

Entra no clichê do “fantasma do Natal passado” mas é uma boa história. Nicolas Cage é Jack Campbell, um corretor da bolsa que tem tudo, mas tudo mesmo que podia imaginar. Durante um assalto, ele afirma não querer mais nada, por já possuir tudo que desejava. Magicamente, no dia seguinte ele acorda casado com uma ex-colega, filho de dois filhos e vendedor de pneus da loja do cunhado. O filme tenta passar a moral, com o perdão da cacofonia que “Ter tudo não me satifaz”.

Interessante. Bem feito e emocionante. Se você não viu, é bem fácil de achar o DVD por um preço bem legal.  Nota 7/10.

Compre aqui

2 – Simplesmente Amor. (Love Actually, 2003)

simples

Romance inglês que aborda o amor em várias facetas. A história gira em torno de uma dezena de personagens que, às vezes, se entrelaçam. Mostra desde amores impossíveis, amores infantis, traição, amores platônicos, enfim é um filme sobre todo tipo de amor. Não recomendando aos diabéticos e anti-romanticos. Porém, uma ótima pedida.

Destaque para o papel de Hugh Grant como primeiro ministro inglês e do personagem de Colin Firth que se apaixona por uma portuguesa sem falar um palavra em português. Ah, sim, o filme se passa entre o período do Natal. Nota: 8/10

Compre aqui.

1 – Escrito nas estrelas. (Serendipity, 2001)

escrito

Tudo começa na busca por um presente de Natal, John Cusak para a namorada e a linda Kate Beckinsale para o namorado. Eles acabam pegando o mesmo par de luvas, o último da loja. Ali, começa a acontecer uma série de coincidências que aproximam os dois personagens. O título em inglês Serendipity, pessimamente traduzido, quer dizer uma espécie de “sagacidade acidental”.

Comédia romântica recomendadíssima. E ainda mantém o clima do natal. Nota 9/10.

Gostou? Compre aqui.

Quando crescer, quero ser Papai Noel.

papai-noel-vovo-indio

Dentre várias coisas detestáveis que o Natal representa pelo menos uma delas é útil para a sociedade: o aumento de empregos temporários. Como o comércio esquenta e precisa de mais escravos funcionários colaboradores, com muito ritmo e pique para agüentar as maratonas e de vendas incessantes, muita gente se beneficia.

Mas a profissão, por assim dizer, que mais aumenta a procura e ganha uns trocados nessa época, é a de Papai Noel. Isso mesmo, velhos barrigudos e barbudos, deixam o marasmo de seus lares para assustarem alegrarem o Natal de diversas crianças.

E eles se proliferam feito praga. Pode ver! Qualquer loja de departamentos, calçados, roupas, posto de gasolina, feirão de carro usado, supermercado, camelo e até pizzaria, tem Papai Noel.

Mas vida de bom velhinho não é fácil. Mesmo em cidades que não tenham climas tão quentes, não deve ser nada agradável ficar de bota, calça, casaco vermelho, gorro e barba, minando suor, aturando criancinhas em seu colo e flashes o dia inteiro.

A imagem do velho Noel modificou bastante desde que a lenda foi criada. O símbolo representa São Nicolau, um bispo turco que viveu no ano de 320 d.C e  dava escondido sacos de moedas aos pobres. Com o tempo sua fama foi crescendo e atribuíram-no alguns milagres o que tornou-o santo.

são-nicolau

Imagem de São Nicolau

No século XIX na Alemanha foi associada à figura do bom velinho ao Natal. Antes, o dia de São Nicolau era 6 de dezembro. No mesmo século, um poema escrito por Clement C. Moore, chamado “Visita da Papai Noel” agregou mais alguns personagens a essa história: trenó puxado por renas e a feição do Papai Noel que conhecemos hoje. Segundo o poeta, ele era um “elfo gordo e bonachão”

A cor da roupa todo mundo sabe de onde veio. Em campanhas veiculadas da 4ª capa da revista National Geografics, a Coca-Cola estampava Papai Noel vestindo vermelho e branco. Até meados da década de 40 a cor do velho Noel era Marrom. Depois disso, o refrigerante foi o responsável por difundir o novo uniforme de Santa Claus.

indio

É esse o Papai Noel que conhecemos hoje. Alvo, pele rosada, em meio de muita neve e bastante roupa. Uma figura que não tem nada a ver com o Brasil. O que pouca gente sabe é que já houve tentativas de “nacionalizar” a figura do natal. Por exemplo, em meados da década 30, escritores brasileiros, na tentativa de criar símbolos que representassem o Brasil criaram o Vovó Índio. O Papai Noel brasileiro moraria na mata e distribuiria presentes.

Uma tentativa um tanto quanto bizarra. Porém, adoraria ver um Papai Noel brasileiro. Sem toda aquela pompa, barba, neve. Tudo aquilo que não combina com a gente. Queria ver um velho pardo de chinelo de dedos, bermuda e camiseta regata listrada, entregando presentes em um Fusca azul alado. Não tem coisas mais irritante do que ver enfeites de natal com os dizeres “Merry christmas”, já que boa parte do povão não sabe nem quem é a Merry, e o muito menos o Christimas.

Começarei desde já a cultivar a minha pança e deixar a barba crescer para conseguir um bico de Papai Noel em 2009. Um dinheirinho a mais para os presentes Natal. Afinal, trazer os presentes qualquer um traz, agora pagar, não tem bom velhinho que o faça.

Presentes de Natal para Publicitários

presente

Blogagem coletiva legal é assim, espontânea. Depois de ver os presentes para se dar a fotógrafos e designers no Natal, resolvi mostrar o quê publicitários pediriam a Papai Noel.

Agradar um publicitário é fácil, basta ser criativo. Qualquer coisa que tenha uma sacadinha, idéia a mais ou fuja dos padrões, está valendo. Lembrando também que publicitário sempre é cool, diferente e arrojado. Em tudo, mas tudo mesmo.

Livros

livros

Anuário do Clube de Criação de São Paulo: quem faz propaganda, adora ver propaganda. Quanto mais referência, melhor.

Livro “O Primeiro a gente nunca esquece”: Tio Washington continua mostrando todo o talento que esbanjou esse tempo todo.

Livro “Tudo que você pensa, pense ao contrário”: Dotado de muita ironia, humor inglês e sarcasmo o Publicitário Paul Arden vai na contra mão dos livro de auto-ajuda e mostra como, as vezes, é melhor tomar decisões erradas.

Revistas Archives: Revista alemã que reúne o melhor da publicidade mundial. São bimestrais e custam 13,5 euros cada uma. Porém, encontra-se várias antigas, de dois ou três ano atrás sendo vendidas por 20, 25 reais.

Brinquedos de Mesa

mesa

O Indiana Jones do meu dupla, atirando no meu Caco Sapo.

Qualquer coisa lúdica para por na mesa é útil. Afinal, publicitários ficam muito mais tempo em suas mesas do que em suas casas. Actions Figures, personagens de desenho animado, brindes do Mc Lanche Feliz, qualquer coisa infantil e divertidinha. Eu tenho um Caco Sapo de Toypaper, ou seja estou precisando de novos adereços.

Dicas:

Cadillac Fleetwood Series 75 1940 1:18 The Godfather: O carro do Poderoso Chefão.

Cadillac Coupe De Ville 1965 1:18 Reservoir Dogs: O carro de Cães de Aluguel.

Actions Figures do Wall-e.

Action Figure do Freddy Krueger.

We love Mac.

Tirando eu, Publicitários tem orgasmos por Macs. Qualquer coisa que estampe a famosa maçazinha mordida é uma boa pedida.

Um troféu.

trofeu

Publicitário adora ganhar prêmio. É fato. Nem que seja do cultivo da melhor sambaia ou o de melhor canção de ninar do ano. Se você der um troféu a um publicitário certeza que ele vai adorar.

Se quiser fazer um agrado, qualquer um dos presentes listados me deixará muito, mas muito feliz. Feli$ Natal.

Capitu e a complicação dos desaculturados.

capitu

Se desde o primeiro teaser, a microsérie Capitu, prometia ser uma excelente experiência audiovisual, ela cumpriu tudo que prometia. No ano do centenário de falecimento de Machado de Assis, um dos maiores, se não o maior, escritor brazuca, responsável pela fundação da Academia Brasileira de Letras e pela publicação de fantásticos poemas, contos e romances, não poderia ser feita melhor homenagem.

Porém, ouvi de muita gente que a linguagem da série não favorecia o entendimento da história. Que era algo rebuscado, “elitista”. Discordo. Morro discordando. A serie foi praticamente uma leitura de Dom Casmurro. Aliás, leitura essa que foi realizada inclusive pelo site Mil Casmurro, colocando mil pessoas para ler um trecho do grande clássico machadiano. Como assim linguagem complicada, rebuscada?

Atribuo a esse sentimento de descompreensão, com o perdão do neologismo, a falta de cultura literária dos telespectadores. Podem me chamar de intelctualóide e dizer que estou generalizando. Segundo o IBGE, o povo brasileiro é um dos que menos lêem em todo o mundo, em média 1,8 livro por ano. Ficamos atrás da França com 7 livros; da Inglaterra com 5,2 e até mesmo da Colômbia com 2,4 livros anuais.  Acrescem a essas estatísticas a falta de interesse pela literatura e o alto nível de analfabetos funcionais em nosso país, aqueles que sabem ler e escrever, porém não sabem interpretar o que lêem.

livros

Assim, viramos uma nação “novela das 6”, que precisa de histórias simples, prontas e fáceis de entender. De preferência com um vocabulário chulo, pobre e popularesco. Empobrecemos a nossa cultura que, se consultarmos na prateleira de qualquer biblioteca, é rica e têm grandes títulos de excelentes escritores, merecedores de muito mais destaque.

Esse quadro só existe por que “educação” nunca foi nosso forte. Não só o quesito escolar, onde não ensinam a valorizar nossa literatura. Mas também no incentivo pelos livros e por boas histórias dentro de casa. Semana passada, o Blog Livros e Afins mostrou a fantástica campanha canadense para incentivar a leitura. Com o tema “quando a criança não lê, sua imaginação adoece”, um anúncio e cartazes brincavam com personagens de contos de fadas na UTI.

Seria muito fácil plantar na cabeça das crianças o interesse pelos livros. Começar por livros lúdicos, contos de fadas, histórias em quadrinhos. Apresentar Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Pedro Bandeira e tantos outros. Para depois, a própria criança se interessar por vôos mais altos, autores consagrados e os grandes clássicos da literatura.

leitura

Fácil falar, difícil fazer? Meu irmão de 8 anos, que não demonstra o mesmo interesse que eu tinha por livros quando tinha a idade dele, se encantou quando voltei de uma viagem e trouxe um presente diferente: “O livro perigoso para garotos”. Ele adorou, brincou, se interessou por dicas de outros livros, de filmes, desenhos e brincadeiras abordadas pelos irmãos Iggulden.

Enfim, infelizmente, vivemos em um país que desconhece ou não aprendeu a apreciar a sua própria cultura. “Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir.”  (Machado de Assis).

Outras matérias e links sobre o desinteresse pela leitura no Brasil, aqui e aqui.

Congresso Nacional é destruído em teaser.

fim-do-mundo

O fim do mundo sempre despertou a curiosidade das pessoas. No cinema, grandes filmes de catástrofe já deram o fim a nossa existência de diversas formas: desastres naturais, alienígenas, grandes doenças. Enfim, de toda a maneira bizarra que nossas imaginações permitiram. O motivo, talvez, seja pela incerteza de para onde vamos, de onde viemos e todas essas questões bizarras filosóficas. Ou, é porque o povo gosta mesmo é desgraça, destruição e ver todo mundo se ferrando.

A fórmula é até meio batida. Grandes monumentos explodindo, sendo esmagados, alagados, inundados, dilacerados. Tanto é que depois do 11 de Setembro (que para mim é mais uma grande encenação, mas não veio ao caso) muita gente afirmou não retratar mais desgraças dessa forma, já que a ela tinha acontecido no mundo real.

Dia 9 de Janeiro estréia a refilmagem de “O dia em que a terra parou” um Sci-Fi antiga que põe o mundo em xeque novamente. Para divulgar o filme, foi criado um canal no YouTube com vários vídeos que relatam grandes monumentos ou pontos turísticos sendo destruídos. E por increça que parível, eles lembraram do Brasil.

No vídeo abaixo, você vê o Congresso Nacional sendo destruído.

Na verdade, se esse fosse o alvo escolhido para um ataque, não seria uma desgraça, mas um favor aos brasileiros.

P.s: Equivocademente, afirmei que o prédio destruido era o Palácio do Planalto. Porém, como a Dani Toste frizou, o edifício em questão é o Congresso Nacional.