Sexta-feira começaram as Olimpíadas. Mas não vou falar sobre a ditadura chinesa as penas de morte e censura. Muito menos discutir se os jogos são em Pequim, ou em Beijing, pois afinal de contas o nome não vai ajudar em nada.

Vários heróis brasileiros estão do outro lado representando o nosso país (e é claro os seus patrocinadores) em busca do prêmio máximo do esporte: uma medalha de ouro( e mais cotas de patrocínio).

A mídia dá aquela mãozinha para nossos “heróis” e esquece alguns menos conhecidos, por puro desleixo. O foco está apontado para as grandes estrelas como Giba, Jade Barbosa, Tiago Pereira, Daiane dos Santos e muitos outros, enquanto atletas menos conhecidos também lutam por bons resultados.

Alguém já ouviu falar de Yane Marques? Ouro no Pan do Rio, a atleta também está disputando as Olimpíadas mas nenhuma matéria ou revista lembrou dela. Lembrou? O seu esporte é um dos mais difíceis e exaustivos: o Pentâtlo Moderno que reúne hipismo, esgrima, tiro, natação e corrida (não necessariamente nesta ordem). Já pensou fazer tudo isso? Tem gente que não consegue falar e respirar ao mesmo tempo. A moça vai lá dá alguns tiros, monta no cavalo pula uns obstáculos. Aqui eu já cansei. Luta, nada, corre e ufa… Esperanças de medalha? Não sei, mas ela está disputando como todos os outros atletas, por isso merecia um espacinho também.


E uma luta de esgrima, alguém já viu? @phsantos definiu o esporte de maneira magistral: dois apicultores lutando com antenas de rádio! Mas pasmem senhores, temos dois representante brasileiro lutando por medalhas nesta categoria: João Souza, bronze no Pan do Rio e Renzo Agrasta. Vamos torcer por eles também né? Ou só o Vôlei pode ganhar medalha?

João Souza

Ranzo Agrasta

Para encerar a lista de esportes esquecidos, já que o Brasil não tem representantes no Badminton, Softbol e Hóquei na Grama, mas Welisson Silva está nos representando no Levantamento de Peso. O esporte não tinha atletas do Brasil há 12 anos. Quem sabe com muita, mas muita força pode ser que pinte uma medalhinha. Mas só a pose desse esporte já me deixa um pouco desanimado.


Como um pessimista de nascença e um cético por opção digo e afirmo: 2 ouros para o Brasil será muito. Afinal, é só olhar para fora e perceber que de Atletismo a Tênis de Mesa, de Ciclismo a Tiro ao Alvo, os países que se dão bem no esporte são aqueles têm uma estrutura de formação de atletas desde pequeninho. E aqui, o máximo que a gente forma é jogador de campinho de terra com trave improvisada. Acontece.

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