
O caso Watergate é uma das manchas na história da democracia dos Estados Unidos. Durante as eleições de 1972, o Comitê Nacional do Partido Democrata foi invadido por 5 pessoas, que tentavam fotografar documentos e instalar escutas telefônicas para espionagem. O caso foi investigado, denunciado e uma testemunha chave, conhecida como Garganta Profunda, entregou que a Casa Branca estava por trás de todo o esquema.

O resultado foi que descobriram a ligação de Richar Nixon, o então presidente estadosunidense, que foi reeleito naquela eleição com uma superioridade absoluta, com todo o caso. Sua responsabilidade foi comprovada, um processo de impitchman foi aberto e Nixon renunciou o posto mais importante do mundo no dia 9 de agosto de 1974. O vice, Gerald Ford, quando assumiu anistiou Nixon, dando perdão para qualquer crime que ele podia ter cometido. Ou seja, parecia o Brasil, acabou tudo em pizza.
David Frost, apresentador de programas de auditório, estava em baixa e teve a brilhante idéia de tentar dar ao povo americano o que ele nunca teve: uma confissão de Nixon sobre Watergate. Frost/Nixon, filme de Ron Howard, vencedor do Oscar de melhor direção por Uma Mente Brilhante, conta a história dessa entrevista.

Baseada em uma peça teatro, o filme é uma espécie de testemunhal sobre como David Frost, negocio por 600 mil dólares uma entrevista de 30 horas o ex presidente Richard Nixon.
No filme, vê-se dois personagens muito bem caracterizados, Frank Langella, o carismático e acovardado Richard Nixon, indicado ao Globo de Ouro de melhor ator; e Michael Sheen, que com louvor desempenha o papel de David Frost. Sheen, que já havia dado show interpretando Tonny Blair e infelizmente foi esquecido pela academia, novamente faz do apresentador e entrevistador um ótimo personagem.
Frost, em determinados momentos não sabe se está fazendo certo ou errado, se conseguirá patrocinador para bancar a entrevista e evitar o prejuízo da produção e cachê do programa. Nixon dá show em frente às câmeras, manipula os que o ouvem, desvirtua os fatos e sempre consegue sair por cima. Cabe a Frost achar o ponto fraco, algo que transpareça a faceta de autoritária e abusiva de Nixon e escancare o que ele fez.

Em diversas situações o personagem de Nixon demonstra resolver tudo “no jeitinho brasileiro”, propondo coisas que muitos considerariam antiéticas.
O filme é mais para americano, já que retrata algo da história deles. Porém, quem é que não teria vontade de ver um político corrupto ser desmascarado ao vivo, em cadeia nacional?
Nota 8/10
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