É difícil achar quem não gosta de música. Mas é mais difícil ainda achar quem gosta de boa música. Sim, música de verdade. Para não cair em uma guerra de gostos e estilos musicais, mudemos o rumo do texto.
Em 1977 o mundo conheceria uma importante invenção: o Walkmann. Isso mesmo! Um alemão inventou um jeito de ouvir rádio e fitas cassetes em qualquer lugar, por meio de uma aparelho ligado a um fone de ouvido. O invento virou febre por aqui no final da década de 80 e começo da de 90. Quem nunca teve um Walkmann colorido à prova d´água? Alias, se ele era à prova d´água eu nunca soube, mas nunca quis testar.

Depois vieram os disquemans. Aqueles que pulavam de faixa quando você andava mais rápido. Ou, que você tinha que levar 50 cds junto com o aparelho para garantir várias horas de diversão.

Agora temos Mp3, celulares, Ipods e Mp4 para ouvir nossas musicas favoritas. Portáteis e fáceis de usar podem ser levados a qualquer lugar. É só colocar um fone e pronto.

E é ai que mora o perigo: é só colocar um fone e pronto. A popularização desses aparelhos criou uma espécie de ser sociável que insiste em fazer com que todos no mundo ouçam o seu mau gosto musical. Alguns aparelhos tocam a musica em alto e bom som, para todo mundo escutar. E tem gente que usa seu “radinho” em lugar público, sem fone, achando que todo mundo tem que ouvir a merda que ele escuta.
Eu mesmo, em minhas constantes viagens do Boqueirão ao Centro de Curitiba (12 quilometros) cansei de ver “manos” ouvindo funk e hip hop no último volume. Ora bolas, não aluguei meus ouvidos para tal coisa.
Pensando nisso, estou enviando um recurso para as entidades e autoridades que cuidam de ações sociais para fazer uma grande campanha: a doação gratuita de fones de ouvido para pessoas com mau gosto musical. Isso mesmo, iremos arrecadar fones de ouvido e doar aos necessitados. É uma grande forma de combater o estresse, a fadiga e a encheção diária de saco dos OUTROS, já que o dono do aparelho acha que ele tem que compartilhar o seu mau gosto com o mundo.

Em Curitiba, as doações podem ser feitas nos terminais do Boqueirão, Carmo, Pinheirinho, CIC e Sitio Cercado, lugares com maior incidência de manos-com-aparelhos-que-tocam-músicas-inconvenientes. Para outras cidades, procure o foco de chatos sem fones e faça parte desta grande ação.
Seja solidário participe desta campanha, seus tímpanos agradecem e os meus também.



3 Comentários
Apoiado. Só para você ter uma idéia, eu já aprendi boa parte da discografia de metade dos rapers americanos por osmose (entenda-se por som alto dentro do ônibus).
Aliás, se a campanha vingar, eu aceito a doação de um fone de ouvido, já que o meu está operando com metade da capacidade (um dos dois fios arrbentou).
Parabéns pelo blog, rapaz. Muito bom mesmo. Aliás, descobri que seu um velho leitor de suas colunas no rapadura blog. Eu sabia que tinha um bruno que escrevia pra o site, mas nem imaginei que era você. Baita mundo pequeno, né não? hehehe
Abraço!
Essa campanha tem que ser difundida… Aqui no Rio, o pessoal adora ouvir funk e pagode! aaaaaaargh
Ainda bem que não ando muito de ônibus, mas mesmo assim não estou imune, esses chatos sempre parecem, como se saídos dos buracos do esgoto!
(Eu uso aquele fone branco!)
porra… mas quer pedir ajuda do governo até pra isso??
pega 6 pila e compra um fone bom aqui nas lujinha do centro, bitcho!