Quando entrei no dia 8 de novembro em uma grande loja de departamentos e ouvi “Então é Natal” da Simone, tocando ao fundo, lembrei que nos aproximávamos da maldita data. Hoje, a um mês da comemoração, resolvi apresentar alguns clichês natalinos.
Clichês não têm nada a ver com tradição. São aquelas coisas irritantes que as pessoas fazem próximas ao Natal, mas que se ninguém fizesse, o Natal, continuaria sendo Natal.
Não vou condenar quem bota pisca-pisca em casa, decora pinheirinho e põe Papai Noel na chaminé. Alias, diria que nem 1% das casas brasileiras tem chaminé. Mesmo estando em um país tropical, vestimos o bom velinho com roupa grossa e imaginamos ele chegando no meio de muita neve. Sendo que em pouco lugares do Brasil vemos neve. Vai entender.
O problema é do povo que põe Simone pra tocar, desenterra “O Homem de Nazaré” do Chitão e Xororeba, ou qualquer outra musica natalina. Não precisa de musiquinha chata, que toca só uma vez por ano. Já sabemos por que, como e onde nasceu o Natal, então não vem com melodia pobre e coral das meninas de Petrópolis porque meu ouvido não é penico.
E se o assunto é música, lembramos de cara dos especiais de Roberto Carlos, o “rei” fanho apresenta, todo ano, o seu manjado especial da Rede Globo. Mais clichê que isso, impossível. Até a chamada do programa é igual. Mais que isso, o canal do plim plim entope a programação com lixo natalino: especiais, historinhas e tudo mais.
Outra coisa que rola muito são os filmes sobre Jesus. Sem dúvida é Ele importante, afinal o Aniversário é Dele. Mas no maior país católico do mundo é impossível que alguém não conheça a história do “Cara lá de cima”. Pra que passar todo o ano a mesma coisa? Bota um filme mais legal, com uma história nova.
Mensagens de amor e união são outro clichê. Quer dizer que só nas últimas semanas do ano é preciso ter esperança, fé e bons pensamentos no coração? Só perto de 25 de dezembro é que temos que desejar saúde e paz para o próximo? Esses votos não deviam ter validade e nem data certa. Soa como obrigação ou hipocrisia, ou quem sabe os dois.
Por fim, os presentes. Brasileiro é tão burro, tão burro, que torra o 13º com presentes para a família inteira. Deixa eu explicar: família é pai, mãe, irmão e filho. O resto você não dá presente, dá lembrança. Nada de gastar dinheiro com o primo de terceiro grau que vai na ceia na casa da sua vó. Alias, ceia que todo ano tem a mesma coisa, é o mesmo cardápio, com as mesmas bebidas e as mesmas falas de todos.
Como criativo me nego a participar de clichês de Natal. Não quero saber de musiquinhas, Natal do Palácio Avenida, especial do Rei ou filme de Jesus. É só mais um feriado comercial para o povo gastar seu rico dinheirinho. E o pior de tudo: é igual carnaval, tem todo ano.
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25, Nov, 2008 at 7:04 AM
Por isso q eu apóio uma maratona com Jason, Freddy, Michael Myers e Alien no Natal.
Abraços
25, Nov, 2008 at 10:24 PM
Mas, gente, ceia de natal é uma das coisas mais deliciosas dessa vida! Diria que é a melhor, senão a única, parte que eu gosto. (gordinha)
09, Dec, 2008 at 10:26 PM
Fala ô intelectual.
você como a pessoa mais evoluida culturalmente da face da terra vai fazer o que no natal?
Ta pretendendo mudar o mundo?
vá comer ovo de chocolate no dia 25 de dezembro.