No Dia Mundial sem Carros eu vim de ônibus trabalhar. Não, não aderi ao movimento, é que eu não tenho carro mesmo. Se tivesse, com certeza viria trabalhar com ele. Acho que ninguém em perfeita sanidade mental trocaria o conforto de um automóvel por um busão lotado. E isso que Curitiba é tida como a capital do Transporte Coletivo.

Bicicleta seria uma ótima solução se não trabalhasse a 15 quilômetros de minha casa e não voltasse da faculdade às 23 horas da noite. No caminho seria roubado, morto e estuprado, não necessariamente nessa ordem.

No Brasil existe, mais ou menos, um carro para cada 7,5 habitantes, o que dá aproximadamente 24 milhões de veículos nas ruas. Mas alarmante mesmo foram os estudos realizados em São Paulo, capital dos congestionamentos. Diz que por lá, em 2012 haverá o colapso do trânsito e apocalipticamente tudo irá parar. Sim, o congestionamento será tão grande, tão grande que será uma coisa só e não haverá ruas livres ou espaços para carro nenhum trafegar.

Eu, como apreciador do caos e da desordem, projetei em minha mente as imagens de tal desgraça: aquela fila interminável de carros, pessoas soltando o sinto e saindo a pé, atravessando uma imensidão de automóveis. Ambulâncias sem ter por onde passar e socorrer o senhor que enfartou, calçadas virando vias de motocicletas (como se já não fossem), saques depredações, incêndios, explosões. E enfim, o fim da maior cidade da América Latina.

E quanto tempo para acontecer o mesmo nas outras grandes cidades? Rio de Janeiro, BH, Porto Alegre e minha linda Curitiba? Acho que depois de tudo isso, vou juntar um dinheirinho e comprar meu carro logo, se não, não vou nem ter tempo de aproveitar, afinal 2012 está ai.

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