Archive for November, 2008

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Qual a verdadeira face dos brasileiros?

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Clichês de Natal

Quando entrei no dia 8 de novembro em uma grande loja de departamentos e ouvi “Então é Natal” da Simone, tocando ao fundo, lembrei que nos aproximávamos da maldita data. Hoje, a um mês da comemoração, resolvi apresentar alguns clichês natalinos.

Clichês não têm nada a ver com tradição. São aquelas coisas irritantes que as pessoas fazem próximas ao Natal, mas que se ninguém fizesse, o Natal, continuaria sendo Natal.

Não vou condenar quem bota pisca-pisca em casa, decora pinheirinho e põe Papai Noel na chaminé. Alias, diria que nem 1% das casas brasileiras tem chaminé. Mesmo estando em um país tropical, vestimos o bom velinho com roupa grossa e imaginamos ele chegando no meio de muita neve. Sendo que em pouco lugares do Brasil vemos neve. Vai entender.

O problema é do povo que põe Simone pra tocar, desenterra “O Homem de Nazaré” do Chitão e Xororeba, ou qualquer outra musica natalina. Não precisa de musiquinha chata, que toca só uma vez por ano. Já sabemos por que, como e onde nasceu o Natal, então não vem com melodia pobre e coral das meninas de Petrópolis porque meu ouvido não é penico.

E se o assunto é música, lembramos de cara dos especiais de Roberto Carlos, o “rei” fanho apresenta, todo ano, o seu manjado especial da Rede Globo. Mais clichê que isso, impossível. Até a chamada do programa é igual. Mais que isso, o canal do plim plim entope a programação com lixo natalino: especiais, historinhas e tudo mais.

Outra coisa que rola muito são os filmes sobre Jesus. Sem dúvida é Ele importante, afinal o Aniversário é Dele. Mas no maior país católico do mundo é impossível que alguém não conheça a história do “Cara lá de cima”. Pra que passar todo o ano a mesma coisa? Bota um filme mais legal, com uma história nova.

Mensagens de amor e união são outro clichê. Quer dizer que só nas últimas semanas do ano é preciso ter esperança, fé e bons pensamentos no coração? Só perto de 25 de dezembro é que temos que desejar saúde e paz para o próximo? Esses votos não deviam ter validade e nem data certa. Soa como obrigação ou hipocrisia, ou quem sabe os dois.

Por fim, os presentes. Brasileiro é tão burro, tão burro, que torra o 13º com presentes para a família inteira. Deixa eu explicar: família é pai, mãe, irmão e filho. O resto você não dá presente, dá lembrança. Nada de gastar dinheiro com o primo de terceiro grau que vai na ceia na casa da sua vó. Alias, ceia que todo ano tem a mesma coisa, é o mesmo cardápio, com as mesmas bebidas e as mesmas falas de todos.

Como criativo me nego a participar de clichês de Natal. Não quero saber de musiquinhas, Natal do Palácio Avenida, especial do Rei ou filme de Jesus. É só mais um feriado comercial para o povo gastar seu rico dinheirinho. E o pior de tudo: é igual carnaval, tem todo ano.

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Frases de Machado de Assis

O Site Mil Casmurros está propondo a leitura coletiva de Dom Casmurro, uma das principais obras de Machado de Assis. Como fã incondicional do autor, não pude deixar de contribuir. Confira aqui o meu trecho preferido.

Para completar, separei algumas outras frases famosas do autor.

  • “Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.
  • “Há coisas que melhor se dizem calando.”
  • [Frase final de Memórias Póstumas de Brás Cubas,1881]:
    “Não tive filhos não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.”
  • “Muitas coisas melhor se diz calado,pôs o silêncio não tem fisíonomia, mas as palavras sim muitas faces.”
  • “A Gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz.”
  • “Está morto: podemos elogiá-lo à vontade.
  • “Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar.
  • “Para as rosas, escreveu alguém, o jardineiro é eterno.”
  • “A melhor definição do Amor não vale um beijo.”
  • ‘…ao vencedor, as batatas.”
  • “Maria Benedita era mulher, posto que mulher, esquisita.”
  • “Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar.”
  • “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” De fato, como alertado por comentário, a frase utilizada por Machado de Asssis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas é de William Shakespeare, em Hamlet.
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Como sobreviver 2 dias em Curitiba.

Blogcamp PR 2008

Dia 5 e 6 rolará o BlogCampPR dentro do Fórum de Mídias Digitais e Sociais. Se você vem de fora precisa muito, mas muito mesmo, ler esse guia.

Curitiba é uma cidade linda, bela e gostosa de se viver. Mas como nada é perfeito ela tem um grande defeito: os curitibanos. Antes que alguém fale, “a, você é de fora, por isso está falando isso.”, deixo claro que sou um autêntico curitibano, chato como todos.

Começamos dizendo que sim, os curitibanos são fechados. Aquele velho ensinamento das mães de não falar com estranhos é aplicado a risca, dos 2 aos 80 anos. E na categoria “estranhos” (não estranhos de esquisito, mas sim de desconhecido) estão seus vizinhos, colegas de trabalho e até mesmo parentes.

Ao entrar ou sair do elevador, ao receber o troco do ônibus ou qualquer outro tipo de comércio, você nunca vai ouvir “bom dia” ou “boa tarde”. Saudações ou cumprimentos são palavras proibidas que, quando você fala, diz com muita vergonha de ser inconveniente.

No trânsito, não tem pra ninguém, os mais barbeiros são curitibanos. Não existe seta, faixa de pedestres e ninguém dá a vez para ninguém. Falando em vez, curitibano adora fila, juntou mais de duas pessoas, em um minuto tem 10 atrás, mesmo que o primeiro tenha só parado para amarrar o tênis.

Se, sobra uma cadeira na mesa de um bar e falta uma em sua mesa, nem pense em pedir, por gentileza, para usá-la. A(s) pessoa(s) da mesa vaga olhará(ão) para você com uma cara de “pega logo e não incomoda” ou, simplesmente te ignorarão até você ir embora.

Curitiba dorme cedo, não é em qualquer lugar que você achará, por exemplo, uma pizza 1h da manhã. No quesito segurança é como em qualquer cidade grande, não dê bobeira em qualquer lugar. Principalmente nos terminais. Aliás, alguns terminais de ônibus possuem passagens de níveis subterrâneas, lembrando a galeria em que acontece o estupro de Irreversível. A noite, tem mendigos dormindo, pessoas vendendo pães de queijo e dvds piratas. Se precisar passar por lá, tome cuidado.

Anote também um pequeno dicionário de palavras genuinamentes curitibocas e que os forasteiros devem conhecer.

  • Piá: Pessoa jovem do sexo masculino. O mesmo que menino, garoto ou guri.
  • Vina: Ingrediente principal do cachorro quente. O mesmo que salsicha.
  • Panificadora: Estabeleciomento que vende pães e coisas do gênero. O mesmo que padaria.
  • Sinaleiro: Instumento lumunioso que controla o trânsito em cruzamentos ou travessias. O mesmo que farol, sinal ou semáfaro.
  • Vileiro: Grupo social de classe menos abastadas que traja-se com as mesmas vestimentas (roupas ou rosa, ou azul ciano, XXL com o número 55) e sai aos domingos, quando a passagem de ônibus é mais barata, para assaltar turistas e descuidados em geral. O mesmo que “mano” ou maloqueiro.

Mas calma, ao contrário de toda essa chatice, prometemos muita receptividade a todo mundo que vem para o FMDS e/ou BlogCampPR. O pessoal do Curitblogs está até se organizando para hospedar todos aqueles que vêm e não querem gastar com estadia. Se você está interessado em ficar na casa de alguém deixe um recado no site oficial do evento.

Sejam bem-vindos a Curitiba. A capital com mais chatos por metro quadrado do Brasil.

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Você é chato?

A Sunset Comunicação, agência de Marketing Direto quer mostrar para todo mundo que MKT Direto não é chato. E sim, uma importante ferramenta de comunicação que está no dia-a-dia das pessoas e, diferente da comunicação de massa, é especifica e personalizada tratando cada indivíduo como ele é. Para mostrar como funciona a 3ª geração do Marketing Direto, lançou esse hotsite. Clique aqui e confira.

E você é chato? Dentro do site há um teste rápido, com 10 perguntas que responderão essa questão, o Chatometro. Além de divertido pode render a você um brinde bem bacana: um bermudão da Sunset. Os 100 melhores colocados, ou seja, os que não forem chatos, faturarão a bermuda. Para participar é necessário preencher um pequeno cadastro, afinal, se você ganhar o pessoal tem que saber onde entregar.

A Sunset está concorrendo um dos principais prêmios de Publicidade do País, o Caboré. Se você é assinante do Meio e Mensagem, vote Sunset no Caboré.

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